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Para procuradores da Lava Jato, decisão do STF foge do ‘repúdio à impunidade’

31 de outubro de 2019

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José Cruz/ABr

Sede do Ministério Público Federal

A força-tarefa da Lava Jato de Curitiba fez críticas contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que acabou com a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. Apesar de frisaram que o entendimento do Supremo deve ser respeitado, os procuradores demonstram preocupação com o risco de impunidade para acusados de crimes de colarinho branco.

‘A decisão do Supremo deve ser respeitada, mas como todo ato judicial pode ser objeto de debate e discussão… A decisão de reversão da possibilidade de prisão em segunda instância está em dissonância com o sentimento de repúdio à impunidade e com o combate à corrupção, prioridades do país’, afirma nota divulgada pelos procuradores na noite desta quinta-feira.

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A Lava-Jato estima que pelo menos 38 condenados no Paraná serão beneficiados pela decisão. Além de Lula, o ex-ministro José Dirceu, que cumpre pena no presídio de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba , também poderá ser solto.

No comunicado, a Lava Jato prevê que a operação sofrerá impacto em seu trabalho de combate à corrupção .

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‘A existência de quatro instâncias de julgamento, peculiar ao Brasil, associada ao número excessivo de recursos que chegam a superar uma centena em alguns casos criminais, resulta em demora e prescrição, acarretando impunidade. Reconhecendo que a decisão impactará os resultados de seu trabalho, a força-tarefa expressa seu compromisso de seguir buscando justiça nos casos em que atua’, afirmou nota da Lava Jato .