Opinião: Novo coronavírus desafia a medicina

4 de fevereiro de 2020

“Caminhante, não há caminho, se faz caminho ao andar” (Antônio Machado).

“Quem fica parado é poste”. No entanto, acompanhar a banda nessa dinâmica sufocante dos dias atuais devia ser tarefa somente para atletas muito bem preparados.

Para variar, o mês de janeiro passou rapidíssimo em nossas vidas. Imaginem começar o ano perdendo entes queridos, observando a chuva destruir tudo que as famílias levaram uma vida inteira para construir. É preciso ter muita fé para acreditar que essa foi a vontade de Deus.
Na região, também começamos o ano com uma tristeza danada. O passense Júlio César – um dos maiores ídolos sertanejos do Brasil – morreu, no Paraná, na cidade de Uniflor, quando se apresentava com sua voz marcante. Cantor adotou o nome artístico de Juliano Cézar. A música

“Tordilho Negro”, de autoria do clássico Teixeirinha, foi um enorme sucesso no início da carreira de Juliano. Faça uma rápida pesquisa no Youtube e relembre ou conheça essa obra de arte na voz do querido Juliano Cézar. Vale a pena. Esteja com Deus camarada…

Precisamos também orar muito para que a medicina mundial consiga uma vacina para barrar o avanço do novo coronavírus. As Filipinas registraram, no último sábado, a primeira morte pelo vírus fora da China – onde já morreram mais de 300 pessoas.

Após a pressão de diversos setores, o presidente Jair Bolsonaro decidiu enviar um avião para resgatar os brasileiros sob quarentena na cidade de Wuhan, província chinesa de Hubei – epicentro do coronavírus.

No domingo, um grupo de brasileiros que vive na região divulgou um vídeo na internet pedindo ajuda. A embaixada do Brasil em Pequim estima haver 70 brasileiros em Hubei. O grupo vai ficar isolado por 21 dias e o governo enviará ao Congresso uma MP (Medida Provisória) que prevê quarentena em casos de epidemia.

No Brasil, até o fim de semana, o Ministério da Saúde apurava 16 suspeitas, em cinco Estados, mas não há confirmação de nenhum caso.

As autoridades na área de Saúde da China estão em alerta total. Ontem, o governo chinês esperava inaugurar um grande complexo médico para isolar e tratar as pessoas infectadas. Um novo hospital foi construído em apenas dez dias, exclusivamente, para receber pacientes com esse diagnóstico.
Diversos países já impedem a entrada de chineses em seus territórios. O avanço do novo vírus se tornou um pavor internacional.

As pessoas infectadas pelo coronavírus apresentam, principalmente, febre, tosse e dificuldade para respirar. As formas de contágio ainda estão sendo estudadas, mas já se sabe que ela ocorre em humanos por via respiratória, ou seja, pelo ar ou por contato com secreções contaminadas, como gotículas de saliva e catarro.

Até o momento, não há remédios contra o vírus, mas, na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico da pessoa o combate. Medidas simples como lavar as mãos e manter os ambientes ventilados diminuem o risco de transmissão da doença.

O número de casos confirmados em outros países vem crescendo. Segundo boletim divulgado no domingo pela OMS, 14 novos registros foram confirmados na semana passada, o que eleva para 146 o número de infecções fora da China. Nenhum país novo entrou para a lista nos últimos dias, mas 23 nações já notificaram registro da doença.

Depois da China, o maior número de infectados foram registrados no Japão, na Tailândia e em Cingapura. Na China, o número de infectados já passam dos 17 mil. Autoridades chinesas e do resto do mundo estão extremamente preocupados com o avanço da doença. Vamos ficar atentos, aguardando novas informações.

PS – Para comemorar o novo formato adotado por esta Folha. Essa tendência é muito usada há tempos na Europa – onde o modelo “germânico” ganha sempre fotos maiores para impactar os leitores. Parabéns ao diretores.