O voo da marca mineira Skazi

Uma marca

11 de novembro de 2019

O principal fato da semana na moda em Minas, foi a venda da marca Skazi para o grupo têxtil catarinense Menegotti. Por várias razões, o assunto tem grande importância para o circuito fashion mineiro. Para começar, o ineditismo de uma marca ‘made in Minas’ despertar o interesse de um super grupo de moda nacional – que, inclusive, é considerado o maior gestor de marcas de moda da América Latina. Sob seu guarda-chuva estrelado estão Colcci, Forum, Triton, Tufi Duek, Coca Cola Clothes – e agora a Skazi.

Depois, a sua boa avaliação a partir dos novos requisitos extra-fashion que envolvem o fazer-moda atual, tais como dinamismo, comunicação rápida, permanente e direta com seu publico e, principalmente, um ritmo criativo e de entrega de produtos similares aos dos maiores nomes da moda mundial. Não seria exagero citar aqui (proporcionalmente) Zara e similares como referências.

Tanto assim que seu estilista, Eduardo Amarante, continuará na casa junto com os ex-donos, Wander Martins e Paolinha Murta, nos próximos cinco anos. Uma parte fundamental da negociação paraa garantir o DNA da grife.

Mais que isso, essa operação fashion envolvendo altas cifras financeiras, sinaliza, com exatidão, aquilo que interessa ao mercado nesses tempos de moda-gestão: eficiência para gerar ativos. Pelo menos para quem deseja voar mais alto.

Deve ser lembrado, ainda, que, a partir disso, a nossa moda terá condições de enxergar melhor quais são os caminhos que pretende seguir daqui pra frente – e encontrar suas saídas possíveis.

 

VAIVÉM

A semana paulista de moda constou de três salões de negócios, com bom movimento. Além da feira Contemporânea, também aconteceram por lá a Novo Showroom e a Casamoda.
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Resultado-surpresa de pesquisas no Estados Unidos, mostra que o número de títulos de revistas impressas por lá aumentou – incluindo moda & estilo. Todo mundo achava que a internet havia dizimado esse mercado, mas apenas mudou: agora as tiragens são menores por titulo e as vendas são feitas em lojas – não mais em bancas.

A turma de Nova Serrana não brinca em serviço. Nem bem começou o vaivém da ‘febre virtual’ da caneta azul na internet e um tênis assinado com a famosa esferográfica foi criado por uma fábrica local. E ficou muito bom.

PONTO FINAL

Apesar de muito se falar sobre vendas on-line e expansão dos negócios virtuais, recente pesquisa no Brasil mostra que 75% das compradoras de moda visitam os sites fashion, mas 70% escolhem comprar, depois, nas lojas físicas. Daí quase todas as marcas optarem pelo ‘omnichannel’, isto é, ter os dois ou mais canais de vendas atuando simultaneamente. Comodidade também vende!