Moda eterna, aquela que sobrevive

Eventos mostram que a boa moda sobrevive ? e até virou investimento, como o leilão de peça de Yves Saint-Laurent e o recente desfile da Chanel

9 de dezembro de 2019

Em tempos de fast-fashion (modinha rápida) e a tendência do mercado alugar roupa ao invés de comprar roupa, dois eventos internacionais mostram que a boa moda sobrevive – e até virou investimento. O primeiro caso é o da jaqueta criada por Yves Saint-Laurent, na década de 1960, bordada com os girassóis de Van Gogh – que foi leiloada por 382 mil euros. Ficará numa galeria na Austrália.

O segundo, foi o sucesso do desfile da Chanel, com a preciosa alta-costura feita pelos Métiers d’Art – com peças exclusivas e criativas. Essas oficinas de arte são estimuladas pelo governo francês e algumas (cerca de 12) estão sob a responsabilidade da Chanel e objetivam preservar a técnica de bordar, costurar a mão, trabalhar o couro – e muitos outros ofícios em risco de extinção.

Ambas iniciativas preservam o saber-fazer e valorizam a cultura local. Um bom exemplo.

 

POR AÍ…

A turma da moda mineira entra em recesso em meados do mês e só volta a trabalhar em janeiro. Estamos falando das confecções e fábricas do setor que, nesse período, tem um merecido descanso. Em janeiro, tudo recomeça com as feiras de sapato & bolsa em São Paulo.
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O estilista Eduardo Amarante é o novo contratado da grife Lança Perfume. O profissional até aqui trabalhava na Skazi, onde ajudou a impulsionar a marca para o patamar de sucesso atual.

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A boa surpresa de um trimestre com crescimento positivo, reflete-se nas vendas do Natal. Segundo as entidades ligadas ao comércio, espera-se um aumento de até dois dígitos em alguns segmentos – como o de moda esportiva. Amém

PONTO FINAL

Enquanto a moda mineira está em compasso de espera em relação a novos incentivos para crescer, em alguns estados vizinhos o setor mostra sua importância e força. O caso mais interessante é o Espirito Santo, onde isenções e financiamentos fizeram a indústria de moda local ter um ritmo de crescimento invejável nos últimos anos. Sem comentários.

Pantone escolhe o azul como a cor de 2020

A Pantone, empresa mundialmente conhecida por seu sistema de cores, anunciou que o Classic Blue, uma tonalidade de azul, é a cor para 2020.

De acordo com o anúncio, essa coloração remete à calma, confiança e conexão. Além disso, a companhia acredita que transmite “elegância em sua simplicidade”.

“O azul traz uma sensação de paz e tranquilidade ao espírito humano, oferecendo refúgio. Ajudando na concentração e resiliência”, afirma. A cor é a aposta da Pantone para colorir as novidades da moda, beleza, design e muitos outros segmentos que acompanham a marca.

Os especialistas da empresa tomam a decisão analisando uma série de fatores, como filmes, coleções de arte, novos artistas, destinos populares de viagem, novos estilos de vida e condições socioeconômicas.

Em 2019, a cor escolhida havia sido a coral, “um animado tom de laranja com um fundo de dourado”, segundo a descrição. A inspiração veio direto do fundo do mar.

“Assim como os recifes de corais são uma fonte de sustento e abrigo para a vida marinha, o vibrante, e ao mesmo tempo maduro, Living Coral nos envolve com calor e nutrição para proporcionar conforto e flutuação em nosso ambiente continuamente mutável”, comparou a empresa.