Leitor: Quando será, será!

26 de dezembro de 2019

Quando você perceber que, para produzir, crescer e subir na vida, precisa enfiar a cara no trabalho e esquecer o resto e batalhar muito; quando perceber que muitos ficam ricos facilmente mediante subornos e por influências, muito mais que pelo trabalho; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se torna sacrifício; então, meu caro leitor, terá vontade de desistir. Mas como somos gente de fé e com fervor, esperemos mudanças. Quando será? Enquanto isso, não trabalhe não, e duro, para ver o que acontece com sua vida. Não sobreviverá financeiramente, nem dignamente. Ou então, aqui, sim, cabe rememorar o saudoso Ruy B arbosa de Oliveira, de todos os tempos e dos conturbados dias atuais: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. A história tem provado que a máxima do jurista Ruy prevalece até hoje. E, ainda, podemos afirmar com tanta certeza: enganam-se muitos por muito tempo, mas não todo o tempo. (Um dia a casa cai, não é, jacuiense dona Elzira Pádua Coelho?). Até quando? Será nossa culpa?

Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG 

Protetores dos animais

Vergonhosa a atitude oportunista da Câmara dos deputados ao usar o escândalo da rinha de cães para se promoverem como protetores dos animais e aumentarem a pena de maus tratos apenas para cachorros e gatos. Todos os seres vivos, sem exceção, sentem dor, frio, fome, medo e portanto devem ser amparados pela lei e protegidos contra maus tratos e abusos. Alguns países já consideram os animais como sujeitos, mas por aqui são tratados como objetos e apenas recebem atenção dos legisladores quando acontece uma tragédia de comoção popular. Se tivessem verdadeiro interesse e amor pelos animais votariam o projeto de lei 27/2018 que classifica animal como sujeito de direito, e não como coisa e também o projeto de Lei 4324/16 que permite aos veterinários atenderem de graça ampliando o conceito de utilidade pública. Nossos deputados e senadores deveriam atentar aos muitos cidadãos que se interessam por política e não suportam serem tratados como meros espectadores desse circo de horrores que denominam como plenários.

Daniel Marques – Virginópolis/MG

A nova CPMF

Paulo Guedes será demitido quando for explicar o novo imposto sobre movimentação financeira para Bolsonaro. O novo imposto de Guedes é a volta da CPMF, e Bolsonaro já deixou claro que não quer isso. O Posto Ipiranga precisa pensar fora da caixinha e buscar outras formas de aumentar os impostos. Os corruptos e o crime organizado têm de pagar impostos também, afinal eles movimentam grande parte do PIB da Nação e não contribuem com nada. Essa injustiça tem de acabar.

Mário Barilá Filho – São Paulo/SP