Leitor: Opinião II

7 de janeiro de 2020

Sobre o comentário do Dr. José Rocha Naves nesta coluna em 04/01/2020, tenho a reparar apenas dois aspectos. Primeiro, o seu comentário foi na mesma linha do meu texto, ou seja, ironizando o que de bom teve 2019. Segundo, quanto à realidade brasileira o senhor também foi na mesma linha que adotei, ou seja, o “povo pobre” (o povão) sempre leva a pior seja neste ou em qualquer outro governo. Foi o que tentei retratar num espaço limitado da Coluna Opinião.Percebi nas entrelinhas do seu comentário certo melindre pelo fato do meu texto ter ironizado o governo e o presidente Bolsonaro. Agora uma pergunta, será que o governo Bolsonaro tem que estar imune a críticas? No mais, externo aqui um especial agradecimento ao Dr. Naves pelo excelente complemento ao meu texto sobre “Quem adorou o ano que passou, ufa”.Prof. Esdras Azarias de Campos – Passos/MGTempos modernosA velocidade, acelerada em que o mundo se transforma, é uma coisa impressionante. Antigamente o que gastava cem anos para mudar, hoje muda em três.Em todos os setores da humanidade, a tradição é mudança permanente.Na engenharia, medicina, política e comportamento o mundo é sem dúvida uma evolução de mutabilidade veloz. Hoje, o mundo é outro, a realidade é outra e quem estiver uma mente retrógada, será atropelado pelos ares da modernidade. É perceptível que Chitãozinho e Xoxoró tenham uma cozinha de fartura, igual às cozinhas das casas grandes das fazendas, medievais é totalmente surreal.O pobre de antigamente não era pobre só de dinheiro, era de tudo. Tinha somente o título de eleitor, como barganha, para servir aos coronéis, que os exploravam com astúcia.Ao contrário do pobre moderno, que é de uma nova estirpe. Sentiu que somente o titulo de eleitor era insuficiente, porém sendo necessário, libertar do primitivismo da pobreza só antenado com a modernidade. Ninguém vai tirar o pobre da pobreza, ele que tem de sair, e, para isto, é preciso instrumentalizar com mais afinco. Buscar lapidar-se antes de entrar no mercado de trabalho.É através da luta que virá mudança transformadora. Hoje, o pobre tem os mesmos sonhos do rico, já houve uma evolução substancial, cabendo agora, jogar esses sonhos dentro da rotina. O mundo moderno não têm donos como antigamente, tem sim conquistadores.O dinamismo social é processo possível, deste que aja empenho consistente, e, não omissão pela classe trabalhadora, levando o pobre a quilometro de pobreza. Os tempos modernos é uma porta larga e aberta, mas para entrar é preciso mudar.Juarez Alvarenga – Coqueiral/MG