Leitor: O custo da energia lá

28 de dezembro de 2019

A casa é toda eletrificada. Tudo funciona à energia elétrica. O fogão, as ‘’paredes” cujo aquecimento é feito por um sistema de serpentinas ligadas a um boiler elétrico, som, tvs., computadores, aquecimento da água, etc. etc. pois a temperatura naquele região hoje está em torno de -6 graus Celcius. Pode chegar a -60. O aquecimento não pode ser desligado 24 horas por dia. Refiro-me a Letterkenny, Irlanda, onde meu filho reside. Pois é, isto tudo custa em torno de 40 euros mensais, com impostos, ou seja, aproximadamente, R$ 200,00. Daí, você pode imaginar o custo da energia no Brasil cuja utilização é muito menor. Pense que essa energia não é a mais barata, como a produzida no Brasil pelas hidroelétricas, mas aqui, a energia carrega próximos de 50% de impostos, custos de produção incompatíveis com nossa realidade, custos de transmissão inflados. Afinal, o que é justo é destinar próximo de 50% da conta de cada um de nos para os impostos, pois temos que sustentar vereadores, prefeitos, deputados em 26 câmaras, senadores e um manancial de funcionários públicos, cuja semente nos foi plantada por D. João VI, quando veio para o Brasil, fugindo de Napoleão, em 1808, trazendo consigo certa de 15.000 membros da corte, que hoje seria chamados de “funcionários públicos”.

Afinal, contentemo-nos, pois nossos políticos amam o povo e vêm aí com suas promessas, conversas fiadas, promessas inócuas para 2020. Afinal, essas armadilhas pegam o povo há séculos na Pátria amada, idolatrada, onde salve, salve quem puder, e se… puder.

Prof. Aécio Flávio Lemos – Passos/MG 

Bolsonaro não ouve Moro

Do projeto anticrime já aprovado pelo Congresso, Jair Bolsonaro vetou 25 itens. Mas, contrariando a opinião do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, o presidente não vetou a criação do “juiz de garantias”. Que Moro, acha temerária a redação da forma como foi aprovado, e explica “Não foi esclarecido como o instituto vai funcionar nas comarcas com um juiz e se valerá para processos pendentes e tribunais superiores”. A impressão que deixa Bolsonaro, é que mais uma vez tenta proteger seu filho senador Flavio Bolsonaro, que esta sendo investigado por lavagem de dinheiro e peculato, entendendo que com a criação do juiz de garantias, pode afastar deste processo o juiz Flavio Itabaiana. Ou seja, o presidente demonstra não estar preocupado se a implantação do juiz de garantias é melhor para o País, se vai aumentar despesas do judiciário, se vai atrapalhar as investigações em curso, inclusive da Lava Jato, etc. Autoritário, decide pelo estomago… Assim como tem abusado de apresentar projetos sem embasamento na Constituição, em que vários deles ou foi derrubado pelo Congresso, ou pelo STF. Tudo porque, sua soberba não permite utilizar o melhor caminho, como de consultar seu ministro da Justiça. Pior ainda neste caso do “juiz de garantias” que contraria Moro… Porém, esquece o presidente que Sérgio Moro, é um cidadão polido, de atitudes republicanas, mas não é idiota. E tampouco permitirá, sem que seja respeitado, que a sua alta popularidade venha servir de trampolim para Bolsonaro, se reeleger em 2022…

Paulo Panossian – São Carlos/SP