Leitor: La Marseillaise

21 de novembro de 2019

Acordei-me com o hino francês na minha memória. A força do La Marseillaise me levanta os ânimos como o nosso Hino Nacional tão cantado, honrado e homenageado em minha infância e juventude. Saudades do Culto à Bandeira. Eu invejo um país que teve um Presidente como Charles De Gaulle, que pagava do próprio bolso, a iluminação do palácio do governo. Aqui, o magnífico Juscelino Kubtscheck de Oliveira, quem tive o prazer de conhecer, e, infelizmente, estar presente em seu funeral. Um comandante militar como Napoleão, o qual com sua maior arma, a psicologia do “Si vous voulez, vous pouvez”. Com essa filosofia, conquistou a Europa.

A riqueza de pensadores e filósofos como Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Diderot que inspiraram a maior revolução da história moderna, a Revolução Francesa, vitoriosa na luta contra a tirania dos dirigentes do país. Aliás, falando em tiranos, temos uma fartura deles, principalmente aqueles que afogam nossa educação na lama da ignorância para sustentar sua existência medíocre e inútil à Nação.

Não podemos nos esquecer das ideias liberais de Adam Smith, grande inspirador do desenvolvimento econômico.

Por falar em patriotismo, grande lição nos vem de Paris. Estávamos eu e minha esposa nos Champs Elysees, perto da Etoile Charles De Gaulle quando a formação de uma multidão nos chamou a atenção. Foram momentos inesquecíveis, lindos e que tenho que dar Graças a Deus por tê-los presenciado e participado. Hoje, são tesouros guardados no armário do patriotismo na minha mente.
Dos dois lados da famosa avenida, formaram-se multidões. Ao soar os tambores da banda militar, iniciou-se um desfile magnífico, cujos participantes eram velhos e velhas em cadeiras de rodas, usando bengalas ou apoiando-se em outras pessoas. Era uma homenagem aos sobreviventes da Segunda Guerra mundial. O som robusto da banda se misturava aos robustos aplausos e palmas. Lágrimas vieram aos meus olhos. Que patriotismo!

Nas artes, a França teve os inesquecíveis Edith Piaf e Charles Aznavour.

Por fim, vem `a minha mente, a famosa frase de Charles De Gaulle há décadas: “O Brasil não é um país sério”. Para confirmar, o STF assinou em baixo o endosso dessa maldita correta e verdadeira afirmação.

A França tem história, heróis e memória. Deus salve a França e salve o Brasil da falta de patriotismo, respeito pelo povo e desinteresse político pelas causas maiores.

Prof. Aécio Flávio Lemos – Passos/MG 

Dia da consciência 

Enquanto aguardava meu ônibus, ouvi a seguinte conversa entre dois adolescentes: disse um deles “amanhã é feriado, não teremos aula”. E o outro perguntou por quê. “Dia da consciência negra”. “E consciência tem cor?” O outro respondeu: “Não sei, mano, veja no Google”.
Meu ônibus chegou…

Izabel Avallone – São Paulo/SP