Leitor: Chile respinga no Brasil

11 de novembro de 2019

Caiu por terra o modelo econômico do Chile, elogiado sempre por governantes e a OCDE e Banco Mundial. Veio à tona o levante de Santiago, onde o presidente bilionário Sebastian Pinera que, junto com seus secretários de Governo, todos empresários bem sucedidos e onde 1% detém a riqueza de 33% do PIB, agora amargam a revolta do sofrido povo chileno. Esse povo foi pra as ruas em violentos protestos e que sofrem com a desigualdade social, onde 11 milhões de pessoas que ganham até R$ 3.000,00 sofrem para pagar os pesados serviços públicos privatizados como transporte, energia e alimentos, já que a educação e a saúde ficam nas mãos da camada dos mais ricos e o povo pobre sofre nas ruas.

Como a maioria dos países da América do Sul passa por enormes desigualdades sociais, o Brasil também não ficou fora da estatística, e lamentavelmente nosso Presidente que pouco entende de economia, até agora não conseguiu colocar em prática ações para a geração de empregos e ajudar os 13 milhões de desempregados que sofrem enormes dificuldades. Já temos 6,5 milhões que estão abaixo da linha de pobreza.

Senhor Presidente, para seu conhecimento temos hoje no Brasil 5 empresários bilionários que detém a renda de 51% de nossa população, pense nos que estão excluídos dos serviços públicos como transporte, energia, alimentação e educação.

Por aqui nossos Jovens do ensino médio quando querem entrar na Universidade, a eles são oferecidos o sistema do Fies, financiamento do governo, quando nas Universidades Públicas as vagas são preenchidas pelos que detém renda e frequentam cursinhos e ótimas escolas privadas que certamente passam nos vestibulares.

Senhor Presidente Bolsonaro, agora não é hora de brincadeira como o Senhor falou em usar bordunhas, para os urbanos é o cacetete, mas sim dedicar-se a criação de empregos e renda para esse sofrido povo brasileiro, especialmente os 13 milhões que estão desempregados.

Neste momento, me solidarizo aos que sofrem pelas enormes exclusões em toda América do Sul, que precisa de governantes que usem a colaboração em lugar da competição, que normalmente os beneficiados são sempre os ricos, os pobres nem a ver navios eles ficam mais.

José Pedro Naisser – Curitiba/PR 

Aplausos

Na qualidade de cidadão isento, sereno, atento aos fatos e apartidário, devo admitir e concordar com a justa euforia de Jair Bolsonaro, por alcançar a façanha de 300 dias de governo sem nenhuma denúncia de corrupção. Será digno de aplausos se a gestão do capitão prosseguir assim, deixando Bolsonaro sorridente e mais feliz do que pinto no ninho. Sem aquela cara rançosa e espantada, como se estivesse vendo fantasmas e inimigos em tudo e em todos.

Vicente Limongi Netto – Brasília/DF