Leitor: Causas primárias

5 de dezembro de 2019

Um grande causador de dor nas famílias e na sociedade, é o acidente de veículos, com danos físicos pessoais, incapacitações, esmagamentos, dilaceramentos e mortes.

Não vamos comentar aqui as causas externas aos veículos, que são sim importantes, que podem ser minimizadas por precauções, tais como as vias em condições ruins, o tempo chuvoso ou neblina, a falta de manutenção preventiva dos próprios veículos, que também são causas primárias e elementares.

Vamos nos concentrar nas causas internas aos veículos e neste caso, as causas inerentes ao condutor de cada veículo.

São elas, não necessariamente por ordem de importância ou estatisticamente predominantes, todas importantes em cada vez que se materializam num acidente:

a) Excesso de velocidade, considerada por muitos o princípio básico dos acidentes de veículos potencializando as possibilidades e gravidades.

b) Ultrapassagem em locais inadequados, por pressa ou aventura, tanto faz, fatal na maioria dos acidentes.

c) Falta de distância adequada em relação ao veículo da frente, uma situação que costuma passar despercebida, mas é mortal envolvendo quem não tem nada com a inconsequência do condutor infrator a um risco de enormes proporções.

d) Falta de capacidade do motorista que é a imperícia, a imprudência e a negligência, ocupando-se também de coisas não relacionados ao ato de dirigir, como uso de celulares, acertos de rádios, bebidas e comidas dentro do carro, leitura de papeis, mapas, conversas desnecessárias.

e) Condições físicas do motorista alteradas por doenças, sono, uso de remédios contra indicados, drogas (álcool e outras), estimulantes, excesso de tempo no volante, falta de capacidade de concentração.

 

Tudo isto forma um prato cheio que poderia ser totalmente evitado pela ação interna do motorista dentro de cada carro. Está mais do que correta a máxima: o acidente não acontece por que quer acontecer e sim porque é causado.

Reflitamos.

Roberto Barbieri – Passos/MG 

Alta da carne

O expressivo incremento das exportações de carne vermelha para a China fez com que o preço da arroba do boi gordo em São Paulo saltasse espantosos 35% (!) – de R$ 140 para R$ 231, em apenas um mês –, e 46% (!) no caso do coxão mole e 50% (!) no do contrafilé, elevando o valor que o consumidor tem encontrado nos açougues e mercados em geral. Como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que o preço não vai mais cair e que ela mesma, agora, só vai de frango, daqui por diante a carne vermelha e o festivo churrasco de fim de semana passarão a ser itens de luxo na mesa dos brasileiros. Haja frango!

J. S. Decol – São Paulo/SP