Leitor: Barbárie ativa

14 de janeiro de 2020

 A barbárie continua ativa e forte no Homo Sapiens e se manifesta ao menor impulso. Basta um pouco de pressão ou na maioria dos casos nem isto é necessário que temos aí o primitivismo latente se manifestando.

 

 Por fome ou falta do atendimento das necessidades básicas, o ser humano mata qualquer coisa e até canibaliza. Mas outros estímulos estão aí como a cobiça, a sede de domínio, os 7 pecados capitais disponíveis para serem cometidos a torto e a direito.

 

 As barbáries mais cometidas são as realizadas sob e égide do sexo. O sexo continua sendo o motivador de situações animalescas e o pior, até toleradas em muitos recantos mentais de cada indivíduo.

 

 Não basta ir ao Afeganistão e ver os casos dos meninos sequestrados para serem escravos sexuais das forças militares, como os Bacha Bazi, que só são “libertados” após começarem a ter barba, ficando pelo restante da vida com uma destruição impagável de 4, 5 ou 6 anos. Não basta ver os estupros “consentidos” pelas sociedades na Índia, comunidades africanas, locais que em tese os ocidentais já classificam ainda como bárbaros.

 

 Trazendo o assunto para as sociedades ditas civilizadas, nada se altera de fato. Os estupros continuam acontecendo aos montes, onde esta violência é tremenda mascarada pelo afloramento de uma estimativa de apenas 10% dos casos acontecidos. Mas a quantidade dos 10% está aí para nausear qualquer mente que não corrobora com a situação.

 

 Além do ataque do “selvagem” que fica à espreita brutal de sua vítima, temos os casos entre familiares e “amigos”, os molestadores que nem sempre usam de uma faca para conseguir o seu intento.

 

 Temos o domínio da imposição da personalidade mais forte para consumar o assédio e nem sempre com a agressão física.

 

 Existem os casos no âmbito profissional, no âmbito artístico, os famosos “testes do sofá”, as ameaças veladas, as imposições sabendo da situação vulnerável da vítima de natureza moral e até financeira.

 

 Os assédios, sejam no trabalho, sejam nos locais de encontros obrigatórios ou compulsórios, escolas, igrejas, associações, onde muitas vezes se usa a velha citação de que uma presa pode fugir do ataque de 100 predadores, mas tem menos chances em caso de 100 ataques de 1 só predador.

 

 Para não dizer que o ataque sexual acontece só nos ambientes desprovidos de um local teoricamente com controle moral, temos também a molestação, assédios e estupros em escolas, feitos por pseudo educadores e ambientes religiosos considerados acima das suspeitas, feitos pelos também pseudo representantes das divindades, como se fosse possível existir esta representação.
A barbaridade e primitivismo, o comportamento animalesco irracional e as atitudes negadas pela grande massa, são mais comuns do que se pensa e não são atacadas na raiz da barbárie que seria o crescimento evolutivo, se é também que seria possivel conseguir esta situação.

 

 A decepção com o comportamento humano em todos o setores mostra grandes razões para as posições de misantropia.

Roberto Barbieri – Passos/MG E-mail: rrbarbieri@terra.com.br