Leitor: A volta da ditadura!

16 de dezembro de 2019

A nova sociedade brasileira anda escandalizada com algumas declarações de personalidades políticas, não que façam defesa da volta de um regime governamental mais combativo, relativamente, àqueles que acham que viver em sociedade é poder viver fora dos parâmetros legais a que todos precisamos respeitar.

No dia 13 de dezembro de 1968, o governo daquela época, responsável pelo país, instituiu uma norma governamental, chamada de Ato Institucional número 5 que teve como objetivo estabelecer limites às ações de todos aqueles que entendiam que o país deveria andar pelas cláusulas que eles achavam melhores para o país.

O AI-5, como ficou conhecido, teve como proposta limitar de forma imperiosa os direitos que alguns queriam continuar a ter de atacar bancos, sequestrar aviões, invadir propriedades, roubar o que lhes aprouvesse. Esse ato, nunca proibiu as pessoas de irem à praia, jogar futebol, brincar o carnaval, sentarem na calçada de suas casas!

É dessa época, sequestro de embaixadores, assalto a unidades militares e bancos onde muitos gerentes perderam a vida por defenderem o patrimônio aos quais tinham a responsabilidade de proteger! Um guerrilheiro desse período, Carlos Araújo, chegou a declarar que, para ele e seu bando, assaltar bancos era “um ato romântico”, como se assassinar pessoas indefesas, sequestrar aviões e levar para os paraísos que eles consideravam exemplares, fosse algo que enobrecesse o país de alguma forma!

Aqueles que se sentiam impedidos de cometer os seus atos criminosos nocivos aos cidadãos pacíficos passaram a chamar aqueles tempos como “anos de chumbo” sem considerar que o chumbo vinha como consequência de suas ações violentas, sanguinárias e desmedidas.

Aos poucos a ditadura vai voltando de forma imperiosa. Hoje, agências bancárias não são mais assaltadas, são “explodidas” e municípios inteiros ficam sem ter como receber os seus proventos salariais, grupos de vândalos destruíram um centro de pesquisa que estudava melhoramento de desenvolvimento de plantas, empresas como a Petrobrás, foram dilapidadas em seu patrimônio financeiro, e muitas outras destruições vem sendo praticadas.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal, num acesso de legalidade, libertou uma horda de seres que, condenados, foram beneficiados com essa monstruosidade jurídica. E a sociedade vai silenciosamente sendo torturada. 

Prof. Cícero Maia – Brasília/DF E-mail: artigosbsb@gmail.com

Casa Grande e Senzala

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) vai pagar aos seus 3.266 funcionários a quantia de R$ 3.100 como bônus natalino no vale-alimentação, o que deve custar aos cofres públicos R$ 10,1 milhões, valores que, uma vez distribuídos, também ficarão livres da taxação do Imposto de Renda. Mas o que fica parecendo, histórica e culturalmente, é que os remanescentes dos que estavam na casa grande estão se esforçando, ao máximo, para que as suas diferenças de berço – por certo, esplêndido! – não se dissipem em relação àquelas dos outros, dos da senzala.

Marcelo G. Jorge Feres – Rio de Janeiro/RJ