HBO exibe hoje ‘Nasce uma estrela’

Marcado pela canção 'Shallow', vencedora do Oscar, 'Nasce uma estrela' é o terceiro remake da mesma história. Música ganhou uma versão em português, nas vozes de Paula Fernandes e Luan Santana

1 de fevereiro de 2020

Foto: Reprodu??o

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O filme foi bem na bilheteria e na crítica quando lançado. No entanto, o que mais marcou a trajetória do longa foi o grande sucesso de sua música principal. O hit Shallow, cantado por Lady Gaga e Bradley Cooper, venceu como música original no Oscar, Globo de Ouro, além de ter ganhado também um Grammy. A música ficou tão famosa que ganhou inclusive uma regravação em português, Juntos (Shallow), nas vozes de Paula Fernandes e Luan Santana. 
 
Indicado três vezes ao Oscar como ator, Bradley Cooper estreia na direção. Ele encarna o protagonista, o cantor folk Jackson Maine, um astro de sucesso que não consegue controlar seu alcoolismo. Numa de suas noitadas pós-show, à procura do último bar aberto, ele encontra Ally (Lady Gaga), garota que sonha tornar-se cantora e está num cabaré de travestis, seus amigos, apresentando uma versão da canção francesa La Vie en Rose.
 
Impressionado com Ally, Jack dispõe-se a ajudá-la. E ela vive um sonho de Cinderela quando ele manda buscá-la em casa e a coloca diretamente no palco, ao seu lado, durante um show. Esta associação entre os dois, que mistura carreira e romance, decola com o sucesso vertiginoso de Ally. Ao mesmo tempo, Jack não se desvia do caminho da autodestruição.
 
Um problema que desequilibra o ritmo da narrativa é que o personagem masculino ocupa um pouco de espaço demais na história que, por princípio, devia abrir espaço cada vez maior à estrela que sobe, no caso, Ally. O roteiro – de Eric Roth, Will Fetters e Cooper – também complica desnecessariamente a trajetória da moça com mal-resolvidas intervenções de um empresário (Rafi Gavron) em sua carreira.
 
  Um personagem secundário que marca boa presença é Bobby (Sam Elliott), irmão mais velho de Jack, que cuida dele por um tempo e tenta salvá-lo de si mesmo. O carisma deste veterano ator de voz grave, visto em filmes como Butch Cassidy (1969) e Tombstone (1993), garante alguns dos melhores momentos do filme, ainda que sua participação não seja tão central na trama.
  É visível a dedicação de Cooper para cantar e tocar guitarra no palco. Ele passou um ano estudando guitarra com Lukas Nelson, filho de Willie Nelson, e contratou um coach, Tim Monich, para não fazer feio nos vocais. Por isso, os números musicais dele, seja sozinho, seja em parceria com Lady Gaga, são bons e garantem a adesão da plateia. Há uma certa sobriedade para lidar com cenas de conteúdo mais dramático mas o final é uma explosão sentimental um tantinho além da conta. Enfim, a ideia é encharcar os lencinhos, mais uma vez. 
 
NASCE UMA ESTRELA (A star is born) EUA, 2018.