Grammy 2020 consagra Billie Eilish

28 de janeiro de 2020

Foto: Reprodução

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Billie Eilish foi a grande vencedora do Grammy 2020 na noite de domingo, 26. A cantora de 18 anos levou as quatro categorias principais – revelação, melhor álbum (“When We all Fall Asleep, Where Do We Go”), melhor música e melhor gravação (“Bad guy”) – e também melhor álbum de pop vocal. Com isso, ela se tornou a segunda artista da história a vencer nas maiores categorias no mesmo ano. Christopher Cross era o único desde suas vitórias em 1981. Eilish agora é a mais jovem a conseguir todos.
 
Em um de seus discursos, ela preferiu lembrar dos fãs. “Sinto que eles não foram falados o suficiente essa noite, porque eles são a única razão pela qual estamos aqui. Então muito obrigado aos fãs”, disse ao ganhar na categoria de revelação do ano. “Amo todos que estavam nessa categoria comigo. Conheço os fãs de vocês, eles amam vocês, vão te ajudar muito, e vão me xingar por anos por causa dessa noite.”
 
Em seguida, ela ganhou melhor disco e disse que Ariana Grande merecia o prêmio. “Nós não escrevemos um discurso porque não fizemos esse álbum para ganhar um Grammy”, afirmou Finneas O’Connell, irmão da cantora. Pouco depois, ao ganhar com a melhor gravação, os dois riram e apenas voltaram rapidamente ao microfone para um dos agradecimentos mais rápidos do evento. “Obrigado.”
 
Ironicamente, a única categoria em que a jovem perdeu foi na de melhor performance solo de pop, na qual sua “Bad guy” perdeu para a “Truth hurts”, de Lizzo, cantora que tinha o maior número de indicações na noite, oito. Ela acabou vencendo apenas três. Lizzo foi a responsável pela abertura do evento, com direito a uma rápida homenagem a Kobe Bryant, jogador de basquete que morreu neste domingo em um acidente de helicóptero. A noite foi marcada por lembranças ao atleta. 
 
A maior delas foi o discurso da apresentadora Alicia Keys, que ainda cantou uma versão de “It’s So Hard to Say Goodbye to Yesterday” acompanhada dos donos da canção, “Boyz II Men”. “Estamos todos sentindo uma profunda tristeza agora”, disse Alicia. “Porque todo o mundo perdeu um grande herói. Estamos todos agora na casa que Kobe construiu. Agora Kobe e sua filha Gianna, e todos que perdemos hoje, estão conosco em espírito.” Ele também foi lembrado durante o show do Aerosmith com o Run DMC e o tributo ao rapper Nipsey Hussle, morto a tiros em 2019.
 
Lizzo agitou a premiação com uma mistura de alguns de seus maiores sucesso e direito à sua clássica flauta. “Essa noite é pelo Kobe”, afirmou, antes de começar. O casal Gwen Stefani e Blake Sheldon fez uma apresentação emocional após o tributo ao jogador. Eles foram seguidos pelos Jonas Brothers.
 
Tyler, The Creator então subiu ao palco acompanhado de Charlie Wilson e Boyz II Men para uma versão de “Earfquake” e, depois, um apresentação explosiva com pirotecnia e dançarinos – e sua clássica peruca loira tigelinha.
 
Prince, ídolo morto em 2016, ganhou um tributo liderado por Usher, passando por versões de sucessos como “Little red Corvette” e “Kiss”. O cantor foi acompanhado de FKA Twigs, que mostrou toda sua habilidade no pole dance, e de Sheila E. Camila Cabello fez uma emocionante performance de “First man”, com homenagem no telão ao pai, Alejandro, que não conseguiu conter algumas lágrimas na plateia. A curta apresentação de Brandi Carlile e Tanya Tucker foi seguida pela grandiosidade de Ariana Grande.
 
Meio que para provar à organização do Grammy o erro do desentendimento em 2018, a cantora fez um show com direito a troca de roupa, dançarinas e até cenário. Do palco para uma grande cama, Ariana passou por “Imagine”, “7 rings” e “Thank u, next”.