Fernanda Takai canta Jobim

Cantora fez registro audiovisual em hotel do Rio de Janeiro ao lado de Marcos Valle e Roberto Menescal

11 de dezembro de 2019

Fernanda Takai volta a mergulhar no universo de Tom Jobim no DVD O Tom da Takai Ao Vivo. Neste trabalho, já disponível também nas plataformas digitais, a cantora volta a estar perto de Roberto Menescal e Marcos Valle, ícones da Bossa Nova que produziram e fizeram os arranjos de O Tom da Takai, álbum de estúdio lançado no ano passado. Thiago Delegado (violão), Fernando Merlino (teclado), Diego Mancini (baixo) e Caio Plínio (bateria) fazem parte do grupo que os acompanha.

O registro audiovisual não segue o padrão comum de shows filmados. Takai encontrou um hotel na Joatinga, no Rio, em que conseguiu reproduzir a atmosfera dos encontros intimistas da Bossa Nova, no fim dos anos 1950. Ela conta que o encontro com Valle e Menescal foi determinante para que ela optasse pela gravação do DVD.

 

“Queria registrar esse momento com eles. Já tinha o registro de estúdio, mas estar junto deles ali e perceber que eles fizeram parte da minha história musical foi muito importante, pelo que eles representam. Os dois são muito animados e topam tudo”. Entre as faixas, os três conversam e contam histórias sobre as composições.

O repertório, assim como o do álbum de estúdio, foge do óbvio. Takai conta que ela, Valle e Menescal passaram um dia ouvindo várias músicas de Jobim, levando em conta os parceiros de cada uma delas e a quantidade de gravações. Entre elas estão as pouco lembradas Olha Pro Céu e Samba Torto. Há espaço até para uma instrumental, The Red Blouse, conhecida no meio jazzístico. Takai faz vocalises no tema, sugerido por Valle.

Takai também celebra a obra de Valle e Menescal. O primeiro canta com ela Samba de Verão, uma de suas músicas mais conhecidas mundo afora. O Barquinho, de Menescal e Ronaldo Bôscoli, é interpretada em duas línguas, português e japonês – a versão foi feita por Ryosuke Itoh, dono de uma loja em Tóquio dedicada a discos de música brasileira.

Para a cantora, a obra de Tom continuará a ser lembrada ao longo dos anos, pela força e importância. “Tom é o artista brasileiro mais conhecido do mundo. Na sua música, está impresso o DNA brasileiro, um jeito que é só do Brasil. A obra dele é muito consistente. Gosto muito de ver as entrevistas do Tom e saber pelas pessoas que conviveram com ele que o Tom era uma pessoa bacana”.