Escolas de área afetada por lama da Samarco enfrentam problemas

31 de outubro de 2019

<div id="infocoweb"><div id="infocoweb_cabecalho"><a target="_blank" href="https://www.ig.com.br/"><img src="https://gestor.infocoweb.com.br/images/logo_ig.png" alt="source"></a></div><div id="infocoweb_corpo"><p id="selo-agencia"> <img src="https://i0.statig.com.br/selos-agencias/brasil.png" alt="Agência Brasil" /> </p> <div class="gd12"> <figure class="foto-legenda componente-galeria"> <span> <a href="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/bd/8b/ad/bd8baduny1wxvmo63ho7srqk1.jpg" class="getHoverIn tp lgImg" data-caption="Barragem em Mariana se rompeu há quatro anos e população da região ainda enfrenta dificuldades"> <img src="https://i0.statig.com.br/bancodeimagens/6c/yp/qu/6cypqur7xxdmt7b4aefd8aruw.jpg" title="Barragem em Mariana se rompeu há quatro anos e população da região ainda enfrenta dificuldades" alt="Bairro afetado por lama da Samarco" class="new-galeria" /> </a> </span> <title>arrow-options</title> <figcaption class="undefined"> <cite>Antonio Cruz/ Agência Brasil</cite> <div class="undefined">Barragem em Mariana se rompeu há quatro anos e população da região ainda enfrenta dificuldades</div> </figcaption> </figure> </div> <p class="">Novos relatórios produzidos pela consultoria Ramboll apontam a existência de problemas estruturais nas escolas que estão sendo frequentadas temporariamente pelas crianças a adolescentes que viviam nos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, ambos destruídos pela lama que vazou após o rompimento da barragem da mineradora <strong>Samarco</strong> em novembro de 2015. O documento aponta ainda que a reconstrução das duas comunidades, que inclui as obras de novas escolas, está com o cronograma atrasado.</p> <p class=""> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-11-05/quatro-anos-depois-atingidos-por-tragedia-de-mariana-sofrem-sem-reparacao.html" target="_blank" data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-11-05/quatro-anos-depois-atingidos-por-tragedia-de-mariana-sofrem-sem-reparacao.html">Leia também:&nbsp;Quatro anos depois, atingidos por tragédia de Mariana sofrem sem reparação</a> </p> <p>A Ramboll foi uma das consultorias contratadas conforme acordo firmado em janeiro de 2017 entre o Ministério Público Federal (MPF), a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton. As mineradoras aceitaram custear perícias especializadas para avaliar os impactos da tragédia nas dezenas de municípios da bacia do <strong>Rio Doce</strong> e o andamento das ações de reparação.</p> <p>"Mesmo após quatro anos do desastre, a Fundação Renova ainda mantém escolas temporárias que apresentam problemas estruturais para acolher os alunos das escolas de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Essas não possuem estrutura acessível e espaço para atividades de tempo integral", registra um dos relatórios a que a <em>Agência Brasil</em> teve acesso. Segundo o documento, desde 2017, cerca de 1,2 mil alunos de Mariana (MG) estão sem direito ao ensino em tempo integral</p> <p>A <strong>Fundação Renova</strong> foi criada como desdobramento do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) celebrado em 2016 entre o governo federal, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco, a Vale e a BHP Billiton. Cabe a ela gerir todas as medidas de reparação dos danos causados na tragédia.</p> <p> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-25/samarco-recebe-autorizacao-para-retomar-atividades-em-mariana.html" target="_blank" data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-25/samarco-recebe-autorizacao-para-retomar-atividades-em-mariana.html">Leia também:&nbsp;Samarco recebe autorização para retomar atividades em Mariana</a> </p> <p>Os documentos da Ramboll elencam outros problemas das ações conduzidas pela entidade. No distrito de Gesteira, que pertence ao município de Barra Longa (MG) e também foi devastado pela <strong>lama</strong> , a escola definitiva já foi reconstruída. No entanto, a nova instalação apresentou problemas como vazamentos e infiltrações. Já no distrito de Povoação, em Linhares (ES), a ampliação prevista para a Escola Municipal Penha da Costa não foi realizada até o momento.</p> <p>Há ainda, em um dos relatórios, uma avaliação do projeto de formação voltado para educadores que atuam nas comunidades atingidas. Uma proposta foi apresentada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que prevê 6 mil vagas em cursos de aperfeiçoamento, 72 em especialização, 36 em mestrado e 18 em doutorado. No entanto, nenhum curso teve início. Por enquanto, de acordo com o documento, foram investidos somente 4% do previsto para ações de capacitação na bacia do Rio Doce.</p> <p>Procurada pela <em>Agência Brasil</em> , a Fundação Renova informa que a formação dos educadores deve começar em abril de 2020. A fundação também diz que as escolas temporárias de <strong>Bento Rodrigues</strong> e Paracatu de Baixo estão de acordo com a legislação educacional e em consonância com a demanda que se tinha no período. "Entre os anos de 2016 e 2018, o atendimento do tempo integral de Mariana estava suspenso e, portanto, essa não foi uma demanda colocada anteriormente", registra em nota.</p> <p>De acordo com o texto, a retomada da jornada de tempo integral no município ocorreu no segundo semestre desse ano e, perante a demanda, já foram providenciados os imóveis para o funcionamento do contraturno escolar. "Os projetos executivos e obras de adequação e construção começarão em breve e, no próximo ano letivo, as escolas contarão com novos espaços para abrigar exclusivamente o tempo integral", acrescenta a entidade. A Fundação Renova diz ainda que está em tratativas para atender ao pleito do município de <strong>Mariana</strong> referente ao pagamento das despesas para a ampliação do Programa de Tempo Integral.</p> <p>Além disso, a entidade sustenta que a Escola Municipal Gustavo Capanema, em <strong>Gesteira</strong> , foi construída logo após o rompimento da barragem para suprir de forma ágil às demandas do momento mais crítico e que intervenções vêm sendo realizadas para corrigir eventuais problemas, como vedação de esquadrias e impermeabilização da laje. A Fundação Renova também afirma que busca, junto à prefeitura de Linhares, a melhor solução técnica para a ampliação da Escola Municipal Penha da Costa.</p> <p> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-11-11/samarco-pede-fim-do-cadastramento-de-atingidos-por-tragedia-em-mariana.html" target="_blank" data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-11-11/samarco-pede-fim-do-cadastramento-de-atingidos-por-tragedia-em-mariana.html">Leia também:&nbsp;Samarco pede fim do cadastramento de atingidos por tragédia em Mariana</a> </p> <h3>Demandas</h3> <p>Os relatórios da Ramboll fazem ainda apontamentos relacionados às demandas dos atingidos. Os documentos sinalizam que não foram reconhecidos como vítimas os indígenas de uma comunidade auto-identificada como povo botocudo, situada no distrito de Areal, em <strong>Linhares</strong> (ES). O levantamento revela também que os canais de relacionamento da Fundação Renova captam informações importantes associadas às necessidades dos atingidos, mas elas "não são comunicadas corretamente e não se traduzem em ações efetivas de reparação". Além disso, segundo a consultoria, 19% das respostas dadas nos últimos 12 meses extrapolaram o prazo de 20 dias.</p> <p>"Na avaliação da Ramboll, a Fundação Renova tem priorizado a defesa de sua reputação na comunicação dirigida à população atingida, o que a leva a investir em uma comunicação institucional focada em propaganda e marketing na maior parte das suas publicações. E, nelas, busca defender a marca da organização em vez de mostrar, de forma transparente, a posição contrária das pessoas que ainda não tiveram seus direitos reparados. Esse tipo de comunicação eleva o risco de conflitos nas áreas atingidas e estimula críticas nas redes sociais", acrescenta a consultoria.</p> <p>A Fundação Renova diz receber uma média de 30 mil ligações por mês em seu canal telefônico de relacionamento e dispor de 20 centros de informação e atendimento, além de já ter envolvido aproximadamente 104 mil pessoas em reuniões de diálogo coletivo. A entidade afirma ter destinado R$ 6,87 bilhões para as ações de recuperação e compensação e executado mais de 1,4 mil obras ao longo do território atingido. Mais R$1,90 bilhão teriam sido pagos em indenizações e auxílios financeiros emergenciais. Em relação à comunidade dos botocudos de Areal, a Fundação Renova sustenta que ela não está na área de sua atuação que foi definida pelo TTAC.</p> <p> <a href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-29/morre-cao-que-encontrou-vitimas-de-brumadinho-e-mariana.html" target="_blank" data-mce-href="https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-10-29/morre-cao-que-encontrou-vitimas-de-brumadinho-e-mariana.html">Leia também:&nbsp;Morre cão que encontrou vítimas de Brumadinho e Mariana</a> </p> <p>Outra conclusão da consultoria é de que, em apenas cinco dos 39 municípios considerados atingidos na tragédia, tem havido enfoque na contratação de mão de obra local para as medidas de reparação. De acordo com a Fundação Renova, nas obras dos reassentamentos de Bento Rodrigues e <strong>Paracatu de Baixo</strong> , 70% dos trabalhadores são de Mariana e a priorização da contratação local está prevista no TTAC.</p></div><div id="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="https://ultimosegundo.ig.com.br/ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2019-11-19/escolas-de-area-afetada-por-lama-da-samarco-enfrentam-problemas.html">IG Nacional</a></div></div>