Ensino público em Pratápolis adota sistema de apostilas

26 de fevereiro de 2020

PRATÁPOLIS – A iniciativa da Prefeitura Municipal de Pratápolis, em 2018, ao adotar um novo sistema educacional no município, está gerando bons resultados acadêmicos para as mais de 400 crianças da Escola Municipal Professor Vicente Xavier da Silveira. Com o apoio da Secretaria de Educação, a prefeita Denise Alves de Souza Neves implementou um novo sistema educacional de ensino para os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I.A prefeita afirma que utilizou parte dos 25% dos repasses gerais da Educação para investir R$200 mil por ano no novo método, que inclui apostilas bimestrais e atividades extracurriculares. Utilizado em sua maioria por escolas particulares do país, as aulas da rede municipal agora seguem os padrões do Sistema Anglo de Ensino.“Tenho certeza que da nossa escola vão sair excelentes profissionais por meio desse incentivo municipal”, declarou. Com a mudança de material didático, muitos alunos que já estavam acostumados com o antigo sistema tiveram algumas dificuldades em se adaptar. Para facilitar a adaptação, a Prefeitura realizou uma parceria com a Associação Mãe da Divina Providência, instruindo três profissionais a prestar apoio aos estudantes no período de contra turno.O secretário de Educação, José Vicente Neto, considera a inclusão do Sistema Anglo uma conquista para o município. “Somos uma cidade de porte pequeno, onde os pais têm pouca oportunidade de oferecer um estudo de qualidade melhor para os filhos em virtude do poder financeiro e de aspectos geográficos”, considerou. Com o novo sistema, José Vicente também acrescentou que a rede municipal conta com ensino de inglês e de artes, disciplina que foi incluída neste ano. O método trabalha aspectos interdisciplinares, aumentando o repertório dos alunos. Novo método requer mais estudo em casa PRATÁPOLIS – A diretora da Escola Municipal Professor Vicente Xavier da Silveira, Adriana Helena Queiroz, que está no cargo desde 2017, acrescentou que a empresa Anglo enviou uma equipe de capacitação para oferecer um suporte inicial aos professores, que tiveram que se adaptar às novas configurações e aplicações do método. Segundo ela, o novo sistema exige que, para um melhor aproveitamento, haja mais horas de dedicação, em casa, por parte do aluno. “Se você não tiver um hábito de estudo, não consegue acompanhar a apostila. É um ensino puxado e muito atual”, descreveu.A mãe dos alunos Renato Augusto, do 5º ano e Luiz Henrique, do 1º ano, a empresária Renata Aparecida Rosa Rodrigues, detalha que o material é didático leva o estudante a refletir. “Meu filho Renato estava no 3º ano quando o novo sistema foi introduzido. No começo, ele achou difícil porque é um nível mais avançado, mas hoje já está acostumado e faz a lição de casa sozinho, demonstrando sempre interesse pelo conteúdo da apostila. Sinto que força as crianças a estudarem mais, não fica naquela rotina do fácil, o que vai ser ótimo para o futuro deles”, acredita. E quanto ao filho Luiz, que terá nesse ano o primeiro contato com o método de ensino, a torcida da mãe é para que o material se mantenha nas próximas séries.Desde 2018, quando as apostilas Anglo começaram a ser inseridas na rotina escolar, a professora recorda que o maior sucesso são as aulas de Ciências. “Os alunos adoram fazer as experiências daquilo que antes ficava só na teoria. Eles ficam empolgados, ansiosos pela página ‘Você é o Cientista’, que propõe as atividades práticas”, relatou.A rede municipal passou a adotar, desde 2018, o Sistema Anglo de Ensino. Em 2020, Pratápolis implementou a apostila de artes às demais disciplinas