Do Leitor: Tempos e temporais 2

5 de fevereiro de 2020

Vivemos preocupados e atentos com o tempo. Com chuva mansa ou forte, esparsas ou contínuas, e suas consequências. Com a temperatura, calor e frio. Com a hora, com o dia, com a noite. Vivemos deles. E com eles. Precisamos deles, como dependemos deles: do comer, do vestir, do trabalhar, do dormir e do acordar. Isto é a vida, companheiros. São vinte e quatro horas. Ou melhor, o dia tem 23 horas, 56 minutos e 18 segundos. Faltam quase 4 minutos para completar as 24 horas. E como não existem exatas 24 horas, dessa forma, juntando esses minutinhos, dentro de 04 anos temos 24 horas a mais, o que corresponde a um dia. Esse um dia especial configura-se no calendário, cujo mês de fevereiro tem 29 dias. Com isso, surge o denominado ano bissexto. E 2020 é um ano bissexto! Viram isto? Quanta coisa ocorre nesse dia a mais no ano! Quanta lenda foi tecida com esse pretexto de ano bissexto! Quanta decisão pode ser tomada nesse dia! Quanta energia pode ser usada ou desperdiçada nessas 24 horas acumuladas pela fração mínima de tempo em cada dia! Pois é. Propositalmente, de minha parte para vocês, caros leitores, quis eu colocar mais uma preocupação no seu tempo! Mais uma?! E os temporais?! Eles existem e, se são necessários, não sei… Bem que poderiam ser mais amenos, mas sempre vêm com ventos fortes, trovoadas e relâmpagos. Ciclones. Temidos ou não. Entretanto, não deixemos o nosso barco se perder e naufragar nos temporais da vida ou nas ondas desse mar de lamas que nos afugentam. Não deixemos o vento nos levar para a solidão e outras coisas mais… Tenhamos fé em Deus todos os dias, todas as horas, todos os minutos e segundos de nossa existência. “Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixam infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência”. (Paulo Coelho de Souza – Escritor, letrista e jornalista brasileiro).

Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG
 

Situação em BH

 

Dezenas de mortes foram registradas em Belo Horizonte, em razão das fortes chuvas dos últimos dias. A capital mineira viveu momentos de um verdadeiro caos. As autoridades mapearam 80 pontos mais críticos e alertaram os moradores para que evitassem os lugares com maiores probabilidades de alagamentos e deslizamentos de terra. A cidade tem crescido de forma desordenada e as obras de saneamento e infraestrutura não são executadas há anos. É mais barato prevenir ou remediar? Quanto custa uma vida?

 

José Carlos Saraiva da Costa – Belo Horizonte/MG