Do Leitor: Soberania benevolente de Passos

15 de fevereiro de 2020

Há meses que queria expressar-me, porem em cidades onde reina o coronelismo, dizer o que pensa, como se pensa ou em mostrar várias verdades que pairam nesse antro de patifarias, é mais que complicado, se não dizer colocar seu pescoço à forca. É meu povo de Passos, cidades dos coronéis, aonde quem tem um amigo nas secretárias pode tudo. Muitos já sabem que, a área da educação de Passos virou cabide de emprego há muitos anos. Certa vez ouvi de uma das monitoras que faziam o pedagógico dos projetos do município, que o repasse dos ‘projetos’ estavam sendo devolvidos, não se sabe o motivo, mas faziam-nas assinar que haviam recebido, contudo eram obrigadas a devolver o dinheiro, além de não pagar 13° e não garantir benefício empregatício algum, diferente do estado que pode até demorar, mas todos os honorários são devidamente pagos… Mas essa é outra história que muitos veem e poucos agem, pois quando se molha uma mão aqui, outra ali, o que mais se tem são pessoas fingindo de cegas, surdas e mudas! Se existe alguém para fiscalizar? Não sei responder, mas, se existe está recebendo também. Bom, mas não para por aí, como já dei uma breve menção, vária áreas da prefeitura são cabides de emprego. E o que mais se ouve em corredores de repartições pública é o nome de secretárias que beneficiam funcionários, por afeição e não por competência. Ter um amigo coronel que manda e desmanda, é mais importante que fazer um trabalho bem feito. E é isso que ocorre com muita frequência nesta dita secretaria da Educação de Passos. Pessoas pelo simples fato de ser ‘amiga’ de alguém importante deitam e rola e pisa em muitos. O que nos resta dizer é: ‘assim seja, oh grande soberana, que sua vontade seja feita!’ Seria cômico, se não fosse trágico, é uma tragédia grega, misturada com novela mexicana, mas é somente a educação de Passos, reflexo de uma administração voltada aos coronéis, enquanto muitos que lutam para conquistar algo com dignidade, poucos tem tudo fácil, fácil! 

Jordan, Keterine – Passos/MG

Pipocando

 

No futebol se diz que, quando um jogador se acovarda, ele está pipocando. Parece-me que podemos usar essa palavra para nosso governo: teve mais de um ano para planejar as reformas administrativa e tributária, mas se acovarda quando a hora chega. Nosso destino é o mesmo do time de futebol, vamos perder o jogo.

Aldo Bertolucci – São Paulo/SP