Do Leitor: Mudança de rumo

31 de janeiro de 2020

Quando estamos em um lugar que nos desagrada e nos provoca algum incômodo, a solução mais lógica é deixarmos este local. Quando pretendemos chegar a uma cidade ao norte e pegamos uma estrada ao sul, precisamos fazer uma conversão para alcançar o rumo certo. Refletir sobre nossos atos e caminhos pelos quais temos feito, já será um bom começo para mudança de rumo”. Mude sim, mas comece devagar, porque a direção do rumo certo é mais importante que a velocidade. Às vezes nossa caminhada toma um rumo completamente diferente daquilo que esperávamos… 
A mudança dói, assusta, mas novos rumos são necessários e interessantes, não sabe? Eles podem ser a ‘chave’ daquela porta que tanto almejamos abrir. E então, abre a janela do seu quarto e permite ao Sol que banhe de plena Luz do dia que raia, o seu ambiente. Abre a porta do seu coração à luz do amor verdadeiro, puro e desperte para um novo dia que se inicia. Aos poucos vamos mudando o foco. Você vai precisar de outros lugares; de outras pessoas; de outros rumos que tenha mais azul na vastidão infinita, e contemple seu irmão na faina diária, trabalhe na busca da felicidade, por um longo tempo. 
 
Tome um rumo diferente do de costume, e quase sempre estará certo. (Jean-Jacques Rousseau: filósofo, escritor e compositor autodidata genebrino).
 
Fernando de Miranda Jorge – Jacuí/MG – E-mail: [email protected]
 
Atuação do ministro
 
O ministro Abraham Weintraub (Educação) deve dispor de considerável tempo livre, apesar das numerosas e complexas atribuições referentes ao cargo que ocupa e da crise deflagrada com as supostas irregularidades na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que resultou na suspensão, em caráter liminar, da divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 
 
Nos últimos dias, em meio a tamanha crise no MEC, o ministro achou um tempinho para sugerir ao professor Marco Antonio Villa o uso de água sanitária e anunciar a demissão do jornalista Reinaldo Azevedo do Grupo Bandeirantes, fato este que não ocorrera. Como mero cidadão que desconhece a fundo os problemas educacionais brasileiros e as políticas públicas a eles direcionadas, posso estar equivocado, mas não me parece ambas aparições de Weintraub tratarem de questões de relevo das quais deveria se ocupar. Ademais, não me parece agir o ministro de acordo com a institucionalidade que o cargo lhe exige. Suspensão do Sisu, revisão de nota atendendo a pedido via Facebook, vídeos agressivos se valendo de vocabulário chulo, propagação de fake news pelo próprio ministro… 
Pelo visto, tal ‘balbúrdia’ não se restringe às universidades.
 
Elias Menezes – Belo Horizonte/MG