Do Leitor: Ministro e o STF; Balbúrdia no MEC

3 de fevereiro de 2020

Ministro e o STF
 
Novamente, em entrevista, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, deixou bem clara a sua vontade de ser indicado, pelo presidente Jair Bolsonaro, para ocupar a vaga que será aberta em breve no Supremo Tribunal Federal (STF), após a aposentadoria, em novembro, do ministro Celso de Mello. Grande parte dos brasileiros, que há tempos assistimos às decisões paradigmáticas da Suprema Corte, deseja que assim se proceda, pois, realmente, a Constituição federal é tudo aquilo, e somente aquilo, que o STF diz que ela é. E nós, brasileiros, queremos tanto que ela seja o baluarte da promoção da justiça, que nada melhor que passar a integrar o STF aquele em quem os brasileiros confiam, pelo seu passado de lutas e pelo melhor futuro, de todos.
 
Marcelo G. Jorge Feres – Rio de Janeiro/RJ
 
Balbúrdia no MEC
 
O ministro Abraham Weintraub (Educação) deve dispor de considerável tempo livre, apesar das numerosas e complexas atribuições referentes ao cargo que ocupa e da crise deflagrada com as supostas irregularidades na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que resultou na suspensão, em caráter liminar, da divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nos últimos dias, em meio a tamanha crise no MEC, o ministro achou um tempinho para sugerir ao professor Marco Antonio Villa o uso de água sanitária e anunciar a demissão do jornalista Reinaldo Azevedo do Grupo Bandeirantes, fato este que não ocorrera. Como mero cidadão que desconhece a fundo os problemas educacionais brasileiros e as políticas públicas a eles direcionadas, posso estar equivocado, mas não me parecem ambas aparições de Weintraub tratarem de questões de relevo das quais deveria se ocupar. Ademais, não me parece agir o ministro de acordo com a institucionalidade que o cargo lhe exige. Suspensão do Sisu, revisão de nota atendendo a pedido via rede social, vídeos agressivos se valendo de vocabulário chulo, propagação de fake news pelo próprio ministro… Pelo visto, tal “balbúrdia” não se restringe às universidades.
 
Elias Menezes – Belo Horizonte/MG