Do Leitor: Falência do ensino

11 de março de 2020

Nas décadas em que estive como professor e / ou coordenador de cursos, bati na tecla de que nosso ensino não atenderia a formação demandada pelo mercado. Poucos acreditaram, outros duvidaram. Fui muito criticado. Minha experiência de mercado em 3 continentes me denotava claramente o futuro fracassado daqueles que se julgavam portadores de um diploma, como passaporte para o sucesso.

O sistema deu milhões de diplomas e centavos de conhecimento. Agora, a Amazon abre 200 vagas no Brasil e diz que não há candidatos qualificados. Verdade nua e crua, pois, para a maioria de nossos ex-alunos pensar dói. Estamos em uma nau sem comandantes de fato… pois quem comanda o desenvolvimento é a cultura. E convivemos com uma população analfabeta de conhecimento e patriotismo, o que só favorecerá aos aventureiros e carentes de emprego nas próximas eleições. Os políticos agradecem de joelhos. Viva a ignorância, porta aberta para entrada para o emprego público!

Prof. Aécio Flávio Lemos – Passos/MG

Cheiro de 2013

Dia 15 está cheirando ao junho de 2013, quando os movimentos sociais convocaram manifestações em todo o País para dar um basta na corrupção, na bagunça organizada pelo PT e seus governos, que culminaram com a saída de Dilma Rousseff da Presidência. Hoje, quase sete anos depois, a história se repete, agora especificamente contra o Congresso e o STF e seus personagens que ultrapassaram os limites da democracia ao tomarem decisões à sua revelia, contra a Nação. Além de R$ 2 bilhões para o fundo partidário, R$ 30 bilhões para as emendas, os senadores e deputados tomaram para si o País junto com o STF que instituiu o juiz de garantia para tornar mais digerível a impunidade, como também a anulação da prisão em 2.ª instância. Ninguém acreditou, nem o governo, os políticos e a imprensa, nos protestos de 2013, que começaram no Rio de Janeiro e em São Paulo, e se espalharam pelo País inteiro. Muitos não acreditaram, zombaram, jornais e renomados jornalistas diziam, por exemplo, que no Rio de Janeiro era por conta do aumento de apenas R$ 0,20 nas tarifas de ônibus, mas no fundo era muito mais além da máfia dos transportes, eram Cabral, MDB & cia., a cleptocracia generalizada no Brasil. Um milhão de pessoas foram para a Avenida Presidente Vargas – e a TV Globo anunciou 300 mil, e a PM não quis revelar o seu número.

Eliton Rosa – Rio de Janeiro/RJ