Dia a Dia:Um pai e seus conselhos ao filho – Parte 6

9 de dezembro de 2019

Seguindo com os conselhos de um pai ao seu filho.

A MAIOR FALTA – A MENTIRA

Neste conselho acredito que não haja quem nunca tenha “escorregado”. Qual de nós que nunca teve necessidade de apelar para uma mentirinha, nem que tenha sido uma única vez? Talvez exista alguém que nunca precisou, não posso generalizar!

Tudo bem, às vezes a mentira é necessária e tem e intenção de evitar um mal maior, evitar o prolongamento de uma situação que não levará a nada, não terá um bom desfecho, só criará maiores problemas. Problemas que possam trazer consequências desagradáveis. Até aí, cada caso terá o seu peso na medida certa.

O que não se deve aceitar é a mentira maldosa, injuriosa, caluniosa, com o intuito de prejudicar alguém e auferir vantagens.

Tal tipo de mentira, a atitude diabólica para se conseguir objetivos nem sempre honestos, realmente, é uma péssima qualidade. Quem age assim demonstra ser uma pessoa sem boas qualidades morais, uma pessoa de sofrível caráter.

É comum observarmos pessoas criticando políticos pelo motivo de mentirem em suas campanhas.

Dizem que eles fazem promessas que não cumprem e assim descem a lenha neles. Devemos observar nos comícios de campanha que nem sempre o político está prometendo fazer, mas sim, prometendo que tentará fazer, dentro das possibilidades que surgirem. Bem, deixemos a política de lado.

No convívio diário, nos ambientes que frequentamos, é comum ouvirmos muitas mentiras no dia após dia. Algumas, necessárias como já dissemos acima; outras, desnecessárias ou maldosas.

Devemos até evitar a convivência com pessoas assim. Um dia, pode sobrar para nós uma encrenca qualquer. Portanto, a mentira, no seu maldoso objetivo, deve ser evitada. Vale o conselho, então!

 

A MAIOR POBREZA – A PREGUIÇA

Ser pobre não é opção e muito menos crime. A pessoa nasce pobre, ela não escolhe ser pobre. Napoleon Hill informa que ninguém “planejou” ser pobre, a pessoa apenas nasceu pobre ou viveu pobre a vida toda, pois não teve opção de vida melhor.

Todavia, no contexto deste conselho, não se trata de pobreza material, mas, pobreza de espírito. A preguiça é um bichinho que está dormindo dentro da gente, mas, volta e meia ele acorda, mexe com a gente e procura fazer com que não tenhamos vontade de executar as nossas tarefas diárias. Está sempre empurrando para depois o que precisamos fazer agora.

 

Até que é bom termos um pouco de preguiça de vez em quando, para quebrar a monotonia da vida. Assim, relaxamos gradualmente e recuperamos nossas energias. O que não pode ocorrer é deixar que a preguiça tome conta de todo o nosso ser, fazendo de nós pessoas imprestáveis, não confiáveis e indolentes, sem energia para nada.

Quem é católico não pode esquecer que a Igreja Católica considera a preguiça como um dos sete pecados capitais. Mas, a preguiça momentânea e passageira, apenas para espairecer um pouco e não como vício, acredito que seja saudável.

 

O PIOR FRACASSO – O DESÃNIMO

O desânimo não significa preguiça, mas, pode nos levar a ela, assim acredito. O desânimo, quando não tem relação com problemas de saúde, poderá ser resultado de um fracasso. A pessoa não foi bem sucedida na vida, em quaisquer empreendimentos ou circunstâncias e acaba movida, mordida, por um desânimo. Tal desânimo representa a decepção causada pelo fracasso.

É preciso dizer que fracassar pode não ser normal e nem louvável, é claro, mas, faz parte da vida. Vejamos quantas pessoas de sucesso fracassaram mais de uma vez antes de conseguirem seus objetivos. São inúmeros os exemplos.

Ficar desanimado também não é pecado e o grau de decepção que causou um elevado sintoma de desânimo precisa ser equacionado com racionalidade, para que não sejam aumentadas as frustrações.

 

É preciso não dar a elas dimensões exorbitantes, maiores do que realmente representam. É por essas e outras que nós somos animais racionais, devemos agir com a razão, mesmo que seja diante dos maiores infortúnios ou dissabores que nos assolaram.

Devemos sonhar com um futuro melhor, esquecer o passado ruim, tirar dele os exemplos e experiências. Nunca devemos nos esquecer de ter os pés no chão. Nada de querer voar sem que tenhamos asas para tanto.

 

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG – ex-professor do Ensino Técnico Comercial – formado no Curso Normal Superior pela Unipac. E-mail: luizguilhermewintherdecastro@ hotmail.com