Dia a Dia: Um pai e seus conselhos ao filho – Parte 4

25 de novembro de 2019

Sigamos com nosso assunto.

A COLEÇÃO MAIS RICA – A DAS BOAS AÇÕES

Já ouvi dizerem que o homem nasce puro, sem maldade alguma no coração, porém, é a vida que o transforma. Durante o seu crescimento os instintos se manifestam, os acontecimentos da vida, a forma como é educado, as privações, as influências malignas ou boas modificam o homem para o mal ou para o bem. Enfim, a vida que deveria ser uma experiência tão simples, tão boa, às vezes torna-se um verdadeiro desastre no decorrer da existência.

Este conselho está correto: a coleção das boas ações. Todos nós cometemos erros na vida, muitas vezes, sem intenção. Outras vezes, mais ou menos com certa maldade, fazemos de propósito. Nós não medimos as consequências de nossos atos e lá na frente não é raro o arrependimento. Quando dá para corrigir, tudo bem! Quando não dá, só resta remediar da maneira que for possível.

Portanto, já que estamos sujeitos às fraquezas humanas, ao apelo dos maus instintos, que todos possuímos e nem sempre sabemos controlar, é preciso que estejamos sempre atentos para tudo que fazemos na vida. Devemos pensar sempre e apenas no bem, no bem fazer, no bem agir, no bem conviver, no saber entender as pessoas, o nosso meio, a nossa vida.

Se soubermos praticar sempre as boas ações que a vida nos cobra, nos exige, sendo úteis para a nossa família, para a nossa comunidade, estaremos no caminho certo. Poderemos formar um grande acervo de boas ações, deixando de lado e mandando para a lixeira aquilo que não serve, que não nos acrescentou nada de bom. Assim, teremos uma bela coleção de boas ações enfeitando o “arquivo da nossa vida”. 

Que estejamos, então, sempre de bem com a vida e coloquemos, à noite, a nossa cabeça no travesseiro com tranquilidade.

A ESTRADA MAIS FÁCIL DE SER FELIZ – O CAMINHO RETO

Realmente, a vida se constitui de uma estrada cujo percurso poderá ser longo ou curto, nunca saberemos a sua extensão, só mesmo quando chegar a nossa derradeira hora. Às vezes, não dá nem tempo, quando vitimados por uma tragédia, um acidente. Ninguém pensa em tal possibilidade, mas… Sim, a vida é como um malabarista tentando passar de um ponto para outro, equilibrando-se num tênue, mas, resistente fio. Ele pode ser resistente, mas pode balançar ao sabor do vento, assim, o equilibrista tem de contar com sua habilidade e com a ajuda da natureza, para que tenha a sorte de não surgir um vento inesperado e mais forte no momento. 

Mas, não fiquemos pensando de forma negativa, achando que nada valerá a pena, pois nosso fim é incerto. Poderá ser hoje ou amanhã, para que tanta preocupação? 

Bem, temos de viver a nossa vida e para que ela valha a pena é preciso que tenha um caminho cheio de horizontes a serem vencidos no decorrer de nossa existência. Não coloquemos cercas e nem muros no nosso caminho, vençamos com entusiasmo os horizontes, pois a cada horizonte atingido, outros virão pela frente. Estarão mais perto ou mais longe, os desafios serão mais leves ou mais fortes, mas, o segredo é superá-los. Sejamos sensatos, conscientes de nossa missão na vida e sigamos sempre com retidão nos caminhos pelos quais deveremos passar.

A MAIOR ALEGRIA – O DEVER CUMPRIDO

Para as pessoas de bem, o maior ideal é ter presente na mente a sensação maravilhosa de ter cumprido com o seu dever. Mesmo que alguma atitude não tenha dado certo, que alguns enganos ou erros involuntários tenham acontecido, o peso na consciência será leve, desde que ninguém tenha sido prejudicado de forma irreparável. Enfim, como sempre, cada caso será um caso. O alívio na consciência será proporcional ao erro cometido. O que mais importa, é que não tenha havido maldade, crueldade nos erros cometidos. Que tenham sido por ingenuidade, inexperiência, de forma impensada. O ato foi praticado com uma intenção e o resultado foi inesperado, ou seja, a intenção foi boa, mas o desfecho foi surpresa e desagradável.

O mais importante, então, como dissemos acima, é ter sempre uma vida reta, séria, bem intencionada. Que durante as vinte e quatro horas do dia tenhamos a certeza do dever cumprido, mesmo que nada na vida seja cem por cento correto.