Dia a Dia: Sonhos velhos, menos velhos e sonhos novos – Parte 2

27 de janeiro de 2020

Richard Templar, escritor estadunidense (ou: estado–unidense), cita dez atitudes para o sucesso em seu livro “As Regras do Trabalho”. São os dez passos ou regras, para que cada um de nós consiga analisá-las e entender o que é o sucesso e como obtê-lo.

São os seguintes conselhos:

01) Seja coerente com o que você fala. É sempre recomendável pensar antes de falar, ser coerente. Há pessoas que dão opinião ou respondem antes mesmo que a outra tenha terminado de falar. São pessoas impacientes, não percebem o perigo que correm falando o que não deveriam falar, por não pensarem antes. Aí, na maioria das vezes, acabam numa “saia justa” como se diz na gíria. Quando dá para consertar o que se disse com explicações nem sempre plausíveis, mas, aceitáveis pela condição de boa educação da outra parte, tudo bem! Às vezes, a emenda fica pior que o soneto. Eu, quando bem mais jovem, já entrei numa dessa frias, sem maiores consequências, mas, aprendi a lição.

02) Tenha consciência de que você está sendo avaliado o tempo todo. Estamos numa “guerra” constante pelo nosso sucesso, pelas nossas realizações. Sendo ou não empregados, estamos sendo constantemente avaliados pelos outros no nosso trabalho ou profissão. É comum ouvirmos conselhos ou indicações de amigos para procurarmos determinados profissionais quando deles precisamos, pois, eles avaliaram os indicados. Se formos empregados, poderemos ter mais de um chefe sobre a nossa cabeça, observando, avaliando e cobrando nossa eficiência a toda hora.

03) Tenha um plano de ação. É preciso planejar e executar um plano. Para se planejar é preciso ter conhecimento do assunto e procurar o máximo de informações disponíveis, porque nem sempre podemos nos considerar totalmente atualizados. A evolução de tudo no mundo é constante, as mudanças são de uma grande velocidade e muitas vezes até não temos tempo de acompanhar o ritmo, pois estamos geralmente sempre ocupados. É necessário sacrificar lazer, compromissos sociais dispensáveis e outras atividades mais, para conseguirmos tempo suficiente para planejar. Isso faz parte da nossa busca pelo sucesso, da nossa realização pessoal e profissional.

04) Se não tiver nada de bom para dizer, não diga nada. Exatamente! Quando não tivermos nada que preste, que seja bom, para falar, é melhor que fiquemos calados. Devemos aguardar a oportunidade ideal para falarmos o que tem consistência, que seja realmente de interesse geral ou do interlocutor. Saber calar-se na hora certa, ouvir o que é preciso ouvir (às vezes até o que não é preciso), são regras básicas de uma boa educação também. Geralmente, o nosso impulso, para a maioria de nós, é falar mais que ouvir. Corremos sempre o risco de falar demais, falar o que não devíamos e, por consequência, arrumar alguns atritos desnecessários na nossa vida. Portanto calar-se é uma virtude a ser cultivada para que aprendamos a falar no momento certo e o que realmente interessa.

05) Tenha cuidado. Como dizemos na prática da nossa vida: todo cuidado é pouco. Pense, antes de agir e aja com cautela, com responsabilidade. Agir por impulso, sem motivo aparente, sem razão, sob o ímpeto de uma explosão de gênio, desejando ser autêntico, espontâneo, pode nos levar a atitudes inconsequentes e com resultados desagradáveis e às vezes, até irreparáveis. Vale o que já dissemos: todo o cuidado é pouco.

06) Enturme-se. Você deve enturmar-se, mas, cuidado nas escolhas dos colegas e amigos, Não seja nem muito retraído e nem muito afoito. Tenha bons relacionamentos. Antes de nos envolvermos com colegas, com amigos, é bom que observemos o modo de ser de cada um, analisemos discretamente o caráter, o gênio, a sinceridade, os conceitos de honestidade e retidão que cada um tem. Mesmo assim, podemos nos enganar! Mas, é preciso que tenhamos também as qualidades que buscamos nos outros.

07) Esteja sempre um passo à frente. É muito importante desejarmos estar à frente, assim, não ficaremos para trás e poderemos ter algumas vantagens, mas, sempre com objetividade, sem menosprezar ninguém, nem mesmo aqueles que não consigam tal condição. Estar na frente pode ser uma excelente oportunidade de progresso, mas é preciso termos consciência de que os nossos conhecimentos possam realmente produzir resultados, produzir os frutos esperados. Não há lugar para ilusões, mas sim, para ideias factíveis, realizáveis. Um passo à frente de outros, sim, mas, com os pés no chão e não nas nuvens.

Aguardemos mais três conselhos na próxima publicação.