Dia a Dia: Qual vereador você quer? – Parte 3 (final)

6 de janeiro de 2020

Finalizando nosso texto com o título acima, há também, diz a nossa jornalista NANI CAMARGO, os vereadores que fazem oposição sadia, correta, há aqueles que fazem oposição maldosa, oportunista, barata, raivosa, simplesmente pelo fato de serem contra, não estão pensando no povo. Há os bons oradores em plenário que fazem discursos muito bem montados na sua mente ou no papel que leem. Discursam com sobriedade, com equilíbrio, moderação, elegância, bom palavreado, com boa eloquência. Alguns, com muita categoria, sinceridade e honestidade. Outros, com a capacidade de enganar, de jogar para a plateia, de fazer cenas como se num teatro estivessem. Falam bem, bonito, com eloquência e clareza, mas, não dizem nada.

 

O que nossa jornalista NANI CAMARGO nos ensina é que o povo precisa vigiar. O povo os colocou ali e tem direito de cobrar. As inadequações ocorridas nas sessões da Câmara de Vereadores, nos trabalhos legislativos, diz ela, acontecem porque as pessoas não participam, não frequentam o ambiente. Quando se fazem presentes, os vereadores se sentem vigiados e tomam mais cuidado com o que falam e praticam. Hoje, diz ela, o eleitor pode acompanhar o trabalho dos vereadores pela mídia em geral, revistas, jornais impressos ou jornais falados nas emissoras de rádio, televisão ou internet.

 

Vereador fantasma, eu nunca ouvi falar, mas, não duvido que possa existir! Talvez seja o famoso “laranja”, a serviço de alguém! Funcionário fantasma no governo executivo, legislativo, judiciário, estatais, de vez em quando surge uma notícia. Não sou testemunha, portanto, muito menos eu posso provar. Às vezes, são brigas politicas, são mentiras plantadas por vingança, rancores ou interesses menos nobres. Mentiras sempre estiveram “na moda”!

 

Fraudes, desvios, incompetência nas casas legislativas são comuns e as mídias televisivas e impressas, principalmente, adoram denunciar tais fatos. Acredito que tenham investigado primeiro, antes de apresentar as denúncias. Imprensa livre, ou melhor dizendo, mídia livre, não significa mídia irresponsável, leviana, apenas de ouvir dizer. Liberdade também tem limites.

 

Bem, acredito que aproveitando as ideias da jovem jornalista NANI CAMARGO, da cidade de Limeira, SP, nós tenhamos conseguido qualificar os vários tipos de vereadores que existem por nosso imenso país. Não tivemos, nem eu e nem ela, intenção de ofender ninguém, apenas entender os mais variados tipos de vereadores que atuam nas casas legislativas. Não são fictícios!

 

Nada será perfeito na vida da sociedade, nem mesmo nas clausuras, conventos e igrejas ou templos, pois o ser humano, por mais que se esforce para ser bom, ele ainda é imperfeito, tem defeitos. Mesmo os que tenham uma vida santa e aqueles que já se foram e são reconhecidamente santos, perfeitos não são e não foram. Talvez tenham lá um grande grau de aproximação da perfeição, mas, não cem por cento. Supremamente perfeito, somente Deus, o criador de todas as coisas. Onisciente, onipresente e onipotente, são os seus três atributos indiscutíveis.

 

Para quem não é sequer cristão ou não acredita na existência de um ser superior, que receba nosso respeito, pois é direito de cada um e também o direito de ter o livre arbítrio.

 

Como o mundo muda a todo instante, mudam pessoas, costumes, comportamentos, tecnologia e tudo o mais, quem sabe teremos um tipo de vereador que não apareceu ou que ainda não conhecemos. A vida é cheia de surpresas e quando se pensa que já vimos de tudo, algo inusitado pode surgir! Esperemos que seja para melhor, se assim acontecer, pois, se for para pior, que não aconteça, pois já basta o que temos por aí!

 

Não podemos generalizar nada, cada vereador tem suas qualidades e seus defeitos. As circunstâncias, os acordos, as atenuantes, os momentos, os interesses, também falam por si. Acreditemos, no entanto, que o país avance, que as cabeças fiquem arejadas, que a inteligência, o bom senso, a honestidade e as boas intenções prevaleçam, para o bem de todos e felicidade geral da nação. Alguém já disse isso na nossa história pátria, ou não? Ah! Sim! Foi o Dia do Fico! Foi Dom Pedro I quem bradou: “ – Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico.” – Ele ficou, mas depois, foi para Portugal.