Dia a Dia: Ir além

19 de novembro de 2019

Às vezes, fico assustado com o que leio ou escuto, especialmente quando se trata de assuntos polêmicos, que envolvem conhecimento, estudo aprofundado, análise, reflexão, valores pessoais ou sociais, tanto éticos quanto espirituais, e, principalmente, interesses particulares ou corporativos..

Ao ler parte de uma entrevista de uma socióloga, com certa ligação religiosa, a respeito do aborto, surpreendi-me com suas respostas, entre as quais, que o aborto seria defendido com mais veemência, apenas pela Igreja – leia-se católica – que ao fazê-lo, esquece-se dos ‘direitos’ da mulher, que teria a prerrogativa da escolha de não desejar ter uma criança, em virtude de fatores sociais, econômicos e, até mesmo, estéticos.

Da maneira como, normalmente, os debates são colocados, quer nos parecer que, para que uma criança tenha o direito de nascer, antes teremos que resolver os problemas sociais que nos cercam, que são graves, sem dúvida, tais como o desemprego, o menor abandonado, a falta de assistência hospitalar, de moradia, de uma educação de qualidade, entre tantos outros.

Fica a impressão, partindo dos argumentos de determinadas pessoas e entidades, que é mais lógico (ou mais cômodo), acabar com a vida, o equivalente a cometer um assassinato, antes que ela se torne visível, para evitar que o nascituro venha a causar muitos transtornos e incômodos para a mãe, seus familiares ou para a sociedade onde for ser inserida.

 

Será que não poderíamos pensar que, a exemplo da história dos judeus no Egito, no antigo testamento, não deveríamos assassinar todos os recém-nascidos, porque assim, eles não sofreriam e não causariam incômodos quando crescessem? 

 

A Psicologia diz que somos o resto da vida, basicamente, influenciados pelo que nos ocorreu nos três primeiros meses de gestação. – Lá aconteceram as primeiras e mais marcantes experiências da vida (A primeira impressão é a que fica…) ; – Lá éramos totalmente frágeis. (Quanto mais frágil a planta, maior o estrago quando ela for pisada); – Lá éramos 100% dependentes de nossos pais; – Lá não tínhamos a quem recorrer quando sofríamos qualquer tipo de ameaça; – Lá eram os outros que decidiam o que desejavam fazer conosco; – Lá nossa capacidade de autodefesa era “zero”.

Quando uma árvore está murcha, feia e raquítica, qualquer um percebe que para mudar suas folhas, para que dê flores e frutos é indispensável que se comece adubando e regando suas raízes. Há um ditado popular que diz: “Cortar o mal pela raiz”. Equivale a dizer: remover as causas e origens daquele mal que se percebe externamente.

Partimos de alguns princípios: – Toda pessoa é criada boa por Deus “sem nenhum defeito de fábrica”; – Até os cinco anos de idade sua base emocional está basicamente estruturada;

– Quando se pisa sobre algum objeto, facilmente se percebe que o estrago depende muito da sua fragilidade; – Quando se pisa sobre uma planta, quanto mais nova e frágil ela for, tanto maior será o estrago; – Também quanto mais próxima da concepção for a agressão, rejeição e desamor, maior poderá ser o “estrago” sobre a pessoa que está sendo gerada; – Um espinho cravado não desaparece simplesmente com o passar do tempo. Ele precisa ser arrancado, e a ferida, curada.

Uns lutam todos os dias com seus ‘conflitos externos’. Em termos muito gerais, eles se referem às ameaças que se originam fora da pessoa e que ameaçam o seu progresso em direção a um objetivo. Entre os conflitos externos destrutivos podemos citar: inveja, fofoca, desentendimento, ambição, desamor, ciúme, etc…
Sempre será tempo de analisarmos a situação, refletirmos sobre ela, e buscar soluções.