Dia a Dia: É possível superar nossas dificuldades de aprendizagem?

21 de novembro de 2019

A hipnose, certamente, continua progredindo e demonstra em seus esforços resultados positivos frente aos problemas que combate: as doenças que são relacionadas a mente e consequentemente, aquilo que também é manifestado no corpo físico.

A metodologia hipnótica funciona como ferramenta para auxiliar no enfrentamento de crenças limitantes e bloqueios por traumas passados. Crianças, por exemplo, logo ao início, constroem uma bagagem emocional da qual devemos nos atentar, pois os fundos emocionais que são instalados durante o crescimento dos jovens tendem a sugerir comportamentos, por vezes prejudiciais, que se estendem até a fase adulta. 

As relações familiares e possíveis traumas são elementos que encontramos na construção da criança, o que aponta para a necessidade de identificação prévia e rápida das situações e emoções que podem ser marcantes e determinantes no desenvolvimento do jovem.

Dificuldades de aprendizagem costumam estar associadas a fatores externos, como por exemplo, ambientes inadequados que impedem a concentração, barulhos irritantes que causam distração, sono, estresse ou ansiedade por causa de prazos e datas que se aproximam. No entanto, quando apontamos em algum individuo, principalmente crianças, as dificuldades que apresentam associadas a deficiências ou incapacidade tendemos a sugerir comportamentos pessimistas que podem ser assumidos por parte do receptor.

Por este motivo, é importante entender que dificuldade de aprendizagem não é a mesma coisa que transtorno de aprendizagem. Respectivamente, um faz menção a fatores externos já citados e o outro remete a disfunção neurológica, química, fatores hereditários e etc. Nenhum dos casos torna o indivíduo incapaz, muito menos tem relação com a inteligência do mesmo, mas pode gerar desconfortos nas relações que o paciente participa.

Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), com ou sem hiperatividade, por exemplo, é um transtorno neurobiológico que é comumente identificado na infância. 

Dados globais apresentados pela Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) aponta que entre 3% e 5% das crianças são diagnosticados com o distúrbio. Embora o paciente possa apresentar dificuldades relacionadas a atenção e controle de impulsos, podemos definir estratégias para que o paciente enfrente seus desafios e possa executar suas tarefas.

A hipnose clínica é um dos recursos psicoterápicos de maior prestígio frente ao autoconhecimento, identificando e ressignificando as causas dos problemas. Enquanto sugere formas de enfrentamento e restabelece a autoconfiança do paciente. 

A autoestima é uma das prioridades do tratamento dedicado a pacientes com DDA, pois estes, costumam ser resumidos por suas dificuldades e associadas a adjetivos negativos que incitam estupidez, ignorância, incapacidade, entre outros. Essas características criam bloqueios por parte da pessoa que os recebe através da esfera social, escola, família, amigos, tendendo ao afastamento, isolamento e recusa de atividades que acreditam não serem capazes de cumprir.

Através do tratamento é possível evidenciar as memórias que são prejudiciais e que são responsáveis por emoções prejudiciais, como tristeza, ansiedade, solidão, instaladas no individuo amadurecido. para ambos os casos, dificuldades relacionadas a fatores externos ou transtornos neurológicos que causam certos desajustes no indivíduo. 

Quando restabelecemos a confiança do paciente, buscamos recuperar o controle do mesmo sobre suas decisões e torná-lo capaz, através de orientações sugeridas pelo hipnoterapeuta, de elaborar estratégias para o enfrentamento de seus desafios. Melhorando desta forma, concentração, paciência que são vinculados a âncoras emocionais que os permitem acessar gatilhos que reafirmam suas decisões positivas.

Não existe coisa melhor que um sorriso alegre, sem dúvidas acerca de si mesmo. Resultado de dedicação e atenção consigo e pessoas alheias. Consequentemente, com as relações que nos envolvem. Entendendo que as diferenças, são apenas isso, diferenças, nos permitimos identificar e sugerir ao mundo externo nossos posicionamentos, sem bloqueios.

Esse papo de incapacidade apenas gera pessimismo, insegurança e frustração. Não devemos nos apegar em sentimentos que nos limitam, que apenas prejudicam nossas tomadas de decisão e principalmente nossa vontade de exprimir o que somos. 

Desafios são comuns e todos precisam encontrar formas para enfrentá-los, o que não implica em passar por situações difíceis sozinho. Estamos juntos nessa história e sempre que for necessário, estenderemos as mãos para apoiá-los. 

Procure um profissional para retirar as suas dúvidas e esteja ciente de que para ser ajudado, não é preciso esperar, muito menos ter vergonha.

ORONILCE DONIZETE FIGUEIREDO JÚNIOR é psicólogo e hipnoterapeuta