Dia a Dia: Catedral, Sebos e o ‘Theatro’!

11 de março de 2020

Fiz uma viagem e fiquei quatro dias com meu filho Cleyton em São Paulo. Tudo muito rápido. Mas dá para contar boas histórias, inclusive recordar as histórias que aconteceram no dia de ir.

Na Ida, tivemos uma experiência diferente e descontraída. Eu, o Cleyton e minhas lindas netas Ana Teodora e Mariana pela primeira vez viajando os quatro no ônibus, ficamos trocando de lugar e conversando tanto que o tempo passou logo.

 

E não parava de chegar notícias sobre a chuva e as enchentes em São Paulo, todos passageiros preocupados e pensando se conseguiriam chegar dentro do horário.

 

Realmente a entrada na Marginal Tietê foi lenta. Enquanto algumas pessoas levantavam e iam para lá e para cá, impacientes, eu conheci um rapaz de uns 40 e poucos anos, vestido de batina preta, com sotaque diferente e logo percebi que era um religioso vindo de outro país, chamado Carlos, chileno. E entre um papo e outro, ele disse que vive em Passos há 4 anos e a sua congregação é “Associação Religiosa e Cultural São Pio X. Foi bom conversar com ele e saber de suas experiências em outros países. A conversa ajudou passar o tempo e enfim, desembarcamos. 

No primeiro dia na Capital pedi para o meu filho me levar nos sebos do Centro. Mas antes da visita aos sebos, assisti à missa das 12 horas na Catedral Metropolitana de São Paulo, ou simplesmente Catedral da Sé, localizada na Praça da Sé. È considerada a maior Igreja da cidade de São Paulo com capacidade para abrigar oito mil pessoas, e tem como Padroeira Nossa Senhora da Assunção. Após a Missa eu e meu filho Cleyton saímos para nossa visita em pelo menos três sebos e eu me deliciei nas prateleiras vendo livros clássicos de tudo que é estilo e gênero literário. Ao entrar no sebo, a gente se perde em meio a tantas prateleiras, mas logo chegam simpáticas atendentes solícitas com computador a mão a ajudar a achar os livros procurados. E não precisa ficar procurando por todos os cômodos, estão juntos as obras de autor por autor, e ficamos entre um acervo de milhares de exemplares de famosos escritores a disposição. Ali encontram-se livros semi novos, usados, e até novos, que na livraria tradicional são vendidos por 40, 50 ou até 80 reais, no sebo encontramos por 5, 8, 10, e alguns dependendo da obra e sua raridade por 15 reais. Não me contive, comprei 18 livros no total, por pouco mais de cem reais. Achei livros de escritores consagrados, como os do meu amigo Inácio Loyola Brandão “O Anônimo Célebre”, dois de Machado de Assis que ainda não tinha “Histórias da Meia-Noite, e o seu último romance escrito “Memorial de Aires” dois do Carlos Drummond de Andrade “Cadeira de Balanço” e “Boca de Luar” este, capa dura edição especial” do Luis Fernando Veríssimo “a Versão dos Afogados’ com 347 Crônicas datadas, “Os melhores Contos Brasileiros de todos os tempos” “Os 100 melhores contos de humor da Literatura Universal” ainda comprei livros de: Guimarães Rosa, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Rubem Braga, José de Alencar, José Saramago…Tem de tudo nos Sebos de São Paulo, que são uma marca do Centro Velho e ali encontramos pessoas que procuram relíquias, colecionadores, revendedores, pessoas querendo trocar livros já lidos. E os atendentes dos sebos sempre bem educados, demonstram muito conhecimento de uma boa literatura e por coisas antigas e raras como revistas, CD´s DVD´s equipamentos antigos e tantos outros.

Continua na proxima edição..