Dia a Dia: A arte de mudar

3 de março de 2020

Toda época é tempo de mudanças, pois estamos em constante crescimento e a necessidade de
aprimoramento é inquestionável. Se quisermos melhorar o mundo em que vivemos, existe uma fórmula. Comece pela educação.

Rica é a família e o país em que a Educação é prioridade, pois somente ela é capaz de abrir clareiras na escuridão, de maneira lúcida, capacitando a todos para enfrentar o futuro. O saber é a base de toda a vida e só a educação o torna um aprendizado eterno.

A pedagogia nos confere o conceito de “educar como arte”. Não há dúvida que este conceito assim se reflete no processo dialético (argumentação, discussão) da relação humana, o que nos leva a pensar que a arte impõe a condição humana do autoconhecimento, pois, uma vez que ela seja expressa, necessita ser compreendida e de uma forma subjetiva.

Certa vez, ao ler em um artigo sobre educação, a frase “Como posso ensinar se ainda não aprendi”, levou-me a esta reflexão.

Partindo do pressuposto de que educar é ‘’formar e não apenas ‘informar’, a unicidade do educando como ser integral é responsabilidade de toda a sociedade: família, escola, estado… objetivando sua adaptação na condição de ser social.

E, o que nós aprendemos para ensinar? Formação técnica? Para tanto não é preciso arte, e sim, transmitir conhecimento.

Para que se instale o conhecimento é necessária a ‘sabedoria’ na arte de educar.

A grande diversidade de saberes como única preocupação na educação contribui para a conhecida ‘esclerose’ das pessoas cultas, que enrijecem sua sensibilidade na tarefa de reforçar uma autoimagem brilhante, ‘violentando’ a sua relação consigo mesma.

Na educação, é preciso ser e estar, é preciso aprender para ensinar.

Não se transmitem conceitos, não se criam valores, se não praticarmos a nós mesmos!

Respeitar a formação do outro exige primeiro o respeito a si próprio: SER para que seja permitido ao outro SER na formação integral.

Repetindo. Se quisermos melhorar o mundo no qual estamos vivendo no dia a dia, existe também ‘outra forma’. Comece por você. Reeduque-se.

 

Transforme-se. Mude de hábitos, de ideias, veja o mundo com outros olhos. Em seguida, comece a agir imediatamente no lugar em que você se encontra. Não espere ações das autoridades, dos vizinhos ou de quem quer que seja.

Entenda que você é o primeiro e principal agente de qualquer mudança. Se cada um fizer isso, estará fazendo como na história do escritor que caminhava pela praia no alvorecer e avistou alguém correndo de um lado para outro, como um louco, salvando “estrelas do mar”, que estavam na areia e iriam morrer desidratadas com o calor do sol. O escritor duvidou que aquela ação resolvesse alguma coisa, afinal eram muitas as estrelas, mas a pessoa lhe disse que estava fazendo a parte dela, que o resto não importava naquele momento… E o escritor começou também a salvar estrelas do mar!