Coronavírus e a moda

2 de março de 2020

Depois de balançar as semanas de moda em Milão e Paris, onde o assunto passou da moda para a saúde geral, o coronavírus começa, também, a preocupar o circuito fashion nacional – em duas pontas. A primeira é a incerteza criada diante dos principais eventos do setor na temporada, marcados para esse bimestre. Sobre isso, novas informações são esperadas para os próximos dias.
Na outra ponta, estão os fabricantes de roupas & afins – atingidos pelos atrasos na entrega da matéria-prima têxtil, quase toda importada da China. Sem contar o varejo que trabalha com produtos prontos vindos da Ásia, onde o vírus se espalhou de alguma forma.

O importante é que não haja alarmismo e nem pânico.

 

VAIVÉM

 

No vaivém fashion da Europa, o Giorgio Armani foi o primeiro estilista a tratar o assunto do corona vírus com cautela. Atingido em cheio pela notícia dovírus em Milão, justo no dia do seu desfile, fez a apresentação fechada e mostrada apenas pelas redes sociais.

 

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O Carnaval passou com os bloquinhos arrasando em criatividade fashion em suas fantasias. Simples e alegre. Já no carnaval baiano, as estrelas de sempre fizeram feio nos trios elétricos, com roupas terríveis e de extremo mau gosto. Desde laçarotes gigantes até mangas gigantes, tipo balão de ar quente, deixaram os fashionistas perplexos.

 

PONTO FINAL

 

A temporada de lançamentos de inverno 2020 em pronta-entrega (leia-se por atacado), nos showrooms de Beagá, começam na primeira quinzena de março. Com a agenda de visitas programadas na maioria delas, o vaivém de compradores está garantido. O fato é que, terminando o Carnaval, as confecções trabalharam muito buscando confirmação (apreensivas com zumzumzum do coronavírus) e não houve desistência. Amém.