Com novo partido, Bolsonaro monta ‘casa’ para a família e ameaça o futuro do PSL

31 de outubro de 2019

<div id="infocoweb"><div id="infocoweb_cabecalho"><a target="_blank" href="https://www.ig.com.br/"><img src="https://gestor.infocoweb.com.br/images/logo_ig.png" alt="source"></a></div><div id="infocoweb_corpo"><p id="selo-agencia"> <img src="https://i0.statig.com.br/selos-agencias/istoe.jpg" alt="IstoÉ" /> </p> <div class="gd6"> <figure class="foto-legenda undefined"> <span> <img src="//statig1.akamaized.net/bancodeimagens/2k/hf/hr/2khfhrm0fu8zcb85tj3nmz81g.jpg" title="Partidos Bolsonaro" alt="Partidos" /> </span> <title>arrow-options</title> <figcaption class="undefined"> <cite>Reprodução/IstoÉ</cite> <div class="undefined">Partidos Bolsonaro</div> </figcaption> </figure> </div> <p class="">O presidente Jair Bolsonaro nunca prezou a fidelidade a partido algum. Ele sempre utilizou as legendas partidárias como alguém que chupa uma laranja e depois joga o bagaço fora.</p> <p class="">Em 31 anos de carreira política, já trocou de partido oito vezes — uma a cada quatro anos —, e agora começa a estruturar o caminho para a nona experiência, desta vez uma organização de extrema-direita para enfrentar o PT de <strong>Lula</strong> . </p> <p class="">A última agremiação que ele usou apenas para atingir seus objetivos pessoais, o <strong>PSL</strong> , tomado de aluguel para se eleger <strong>presidente</strong> da República no ano passado, foi descartada por seu grupo familiar na última terça-feira 12, depois de meses de uma briga fratricida com Luciano Bivar, o presidente nacional da legenda.</p> <p>O anúncio da debandada dos <strong>bolsonaristas</strong> do PSL foi feito após uma reunião de parte da bancada com o próprio <strong>presidente</strong> — em foto divulgada depois do encontro, contou-se a presença de 31 dos 53 deputados eleitos pelo partido no ano passado, que prometem subscrever a criação do novo partido, que vai abrigar o grupo rompido com os bivaristas. </p> <div class="gd6"> <figure class="foto-legenda undefined"> <span> <img src="//statig2.akamaized.net/bancodeimagens/ds/hl/xo/dshlxon6e7dh4wxo21usf3527.jpg" title="Partidos Bolsonaro" alt="Partidos Bolsonaro" /> </span> <title>arrow-options</title> <figcaption class="undefined"> <cite>Reprodução/IstoÉ</cite> <div class="undefined">Partidos Bolsonaro</div> </figcaption> </figure> </div> <p class="">A " <strong>Aliança pelo Brasil</strong> ", que terá <strong>Bolsonaro</strong> como presidente, já tem manifesto de fundação divulgado e data para a primeira convenção: será no próximo dia 21, em um hotel de Brasília, de acordo com a deputada Carla Zambeli (PSL-SP), uma das porta-vozes do encontro com Bolsonaro na tarde de terça-feira no próprio Palácio do Planalto.</p> <p>O novo <strong>partido</strong> , que se apresenta como conservador, inspira-se na <strong>Arena</strong> (Aliança Renovadora Nacional), criada em 1966 para dar sustentação ao regime militar, responsável por torturas e práticas ditatoriais, defendidas pelos bolsonaristas. </p> <p>A "Aliança" defende valores reacionários, populistas e personalistas, carregada de tons messiânicos, como o de dar um "novo rumo" ao Brasil. A principal meta da agremiação é servir de escada para Bolsonaro disputar a reeleição em 2022. Para isso, o grupo do presidente precisa conseguir 500 mil assinaturas até março do ano que vem. Para agilizar o processo, esse grupo contratou o advogado Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE, que no passado também ajudou o ex-prefeito Gilberto Kassab a fundar o PSD em tempo recorde. </p> <p>O problema é que Bolsonaro quer levar, além dos 31 deputados, também as verbas do fundo partidário que eles carregam desde que foram eleitos. Para evitar que os dissidentes levem o dinheiro para a "Aliança", <strong>Bivar</strong> contratou Henrique Neves, outro ex-ministro do TSE. Ele não quer permitir a sangria dos recursos públicos que detém. O grupo de Bivar pretende, inclusive, acusar os dissidentes de infiéis, tomando-lhes até mesmo seus mandatos. Por essa razão, o time de Bolsonaro ficará no PSL até que a nova legenda seja criada.</p> <p>Enquanto a "Aliança pelo Brasil" não é legalmente constituída, os bolsonaristas estão formalizando o seu estatuto, que pretende bater de frente com o <strong>lulismo</strong> . O partido, que será o 36º da política brasileira, pregará "o resgate de um país massacrado pela corrupção e pela degradação moral contra as boas práticas e os bons costumes". O presidente pretende colocar militares nas presidências estaduais da nova legenda.</p> <h3> <strong>Tudo por dinheiro</strong> </h3> <div class="gd6"> <figure class="foto-legenda undefined"> <span> <img src="//statig3.akamaized.net/bancodeimagens/ba/tm/mo/batmmox208y1zjq7ln8iow836.jpg" title="Após brigarem com o PSL%2C deputados se reúnem com Bolsonaro no Palácio do Planalto" alt="clã" /> </span> <title>arrow-options</title> <figcaption class="undefined"> <cite>Reprodução/IstoÉ</cite> <div class="undefined">Após brigarem com o PSL, deputados se reúnem com Bolsonaro no Palácio do Planalto</div> </figcaption> </figure> </div> <p class="">O grupo bolsonarista começou a ficar desconfortável no PSL quando descobriu que o partido tinha um fundo partidário milionário (R$ 150 milhões anuais) e um fundo eleitoral maior ainda (R$ 500 milhões), dinheiro que estava sob controle de Bivar. Tentou de todas as formas colocar as mãos no dinheiro. Bivar resistiu.</p> <p class="">Foi aí que Bolsonaro soltou a frase que foi a senha para o rompimento: "Bivar está queimado para caramba", referindo-se ao episódio do laranjal do Pernambuco no qual estava envolvido o dirigente partidário. Uma semana depois, a <strong>PF</strong> fez uma operação na casa de Bivar, procurando provas que o incriminassem. </p> <p class="">Na briga, Bolsonaro destituiu o deputado Delegado Waldir da liderança do PSL na Câmara, colocando seu filho Eduardo no lugar, depois de oferecer cargos públicos para parte dos deputados pesselistas. A guerra levou Waldir a chamar Bolsonaro de "vagabundo". Na sequência, o presidente dispensou a deputada Joice Hasselmann do cargo de líder no Congresso, acusada de "traidora" e de aliada do governador João Doria. Estava ali desenhada a estratégia de <strong>Bolsonaro</strong> para estruturar um partido para chamar de seu.</p></div><div id="infocoweb_rodape">Fonte: <a target="_blank" href="http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2019-11-16/com-novo-partido-bolsonaro-monta-casa-para-a-familia-e-ameaca-o-futuro-do-psl.html">IG Política</a></div></div>