Ataque canino repercute e gera prejuízo a tutor

30 de janeiro de 2020

PASSOS – A repercussão do ataque de um pastor alemão a um pitbull, ocorrido no domingo, 19, tem gerado prejuízos desproporcionais ao proprietário do cão agressor. De acordo com o comerciante Gustavo Ribeiro, o tutor do pastor alemão, devido à omissão de informações importantes em relação ao caso no boletim de ocorrência, desde que o fato tomou proporções imensuráveis nas redes sociais, sua residência e seu local de trabalho estão sendo alvo de vandalismo. A matéria divulgada pela Folha da Manhã não havia registrado nomes dos envolvidos.Conforme disse Ribeiro, apesar de um dos seus cães ter realmente avançado no pitbull, o proprietário do cachorro agredido teria mentido em relação aos fatos que registrou em boletim de ocorrência. “Não foram dois pastores alemães que avançaram sobre o pitbull. Na realidade, apesar de eu ter dois cães, um deles é uma fêmea obesa, de outra espécie, a qual não pode ser considerada como pastora alemã. Independente disso, ela não está envolvida no ataque”, disse.Em relação ao Dourado, cachorro que chegou a agredir o pitbull, o comerciante informou ter sido uma fatalidade inesperada e que tentou fazer o possível para amenizar a situação. “Cachorros são animais irracionais, têm instintos e, para toda ação, existe uma reação. Diariamente, o meu cão avistava o pitbull passeando em frente à nossa casa, ou seja: em seu território. Assim, quando teve oportunidade, avançou. De qualquer forma, assim que ocorreu a agressão, gritei para ele parar, e, sendo adestrado como é, parou no mesmo instante”, informou Gustavo Ribeiro.O comerciante ainda relatou ter oferecido ajuda financeira para cuidar dos ferimentos sofridos pelo pitbull. “O dono do cachorro estava alterado, começou a gritar com minha esposa, disse que meu portão estava quebrado; quando, na verdade, ele está funcionando corretamente, até possui tela para que cães pequenos não ultrapassem. O que aconteceu é que o portão estava apenas no trinco e, com o impacto do meu animal, ele conseguiu sair. Porém, ofereci ajuda, solicitei que fóssemos a um plantão, para realizarmos um curativo, mas o dono do pitbull não quis e disse que dinheiro não era problema”, lembrou.Segundo Gustavo Ribeiro, mesmo sem querer ajuda, o dono do pitbull teria ameaçado envenenar o cão agressor e continuou a falar em tom de agressividade, momento em que Ribeiro perdeu o autocontrole e o agrediu. “Perdi a razão e dei cinco murros nele. Inclusive, me arrependo, porque minha filha presenciou a cena. Tenho testemunhas que comprovam o meu oferecimento de apoio, que foi totalmente ignorado”.Em razão do número de comentários negativos em redes sociais sobre o caso e a difamação sofrida, todas as medidas cabíveis contra os proprietários do pitbull e demais pessoas que se manifestaram erroneamente sobre o fato estão sendo tomadas. Ribeiro disse não compreender o motivo pelo qual o tutor do pitbull tenha omitido alguns acontecimentos, tal como a forma que ameaçou a vida de um cão, mas que, devido à ausência desses detalhes, tem sofrido represálias.“Desde que a proporção do ocorrido ficou maior, minha casa tem sido apedrejada, meu food truck foi rabiscado e o leite da minha esposa secou. O prejuízo foi grande. Precisei fazer um vídeo na internet sobre o que aconteceu, muitas pessoas se solidarizaram, inclusive eu agradeço a elas. Reconheço que a agressão do meu cachorro não foi correta, mas, infelizmente, não justifica as ações do dono do pitbull”, encerrou.Animais dóceisGustavo Ribeiro explicou que seus cães são dóceis e adotados. No caso de Dourado, na verdade, o cão descende de lobo e, por essa razão, é comumente confundido com pastor alemão. Em seus 8 anos de vida, o animal nunca se envolveu em ataques e não há boletins de ocorrência anteriores que relatem qualquer agressão.O animal convive com crianças, incluindo um bebê de quatro meses. “Meus cachorros são dóceis, sempre gostei de animais. Todos são vacinados, vermifugados e recebem acompanhamento veterinário periodicamente. “No caso do Dourado, ele era de um policial que iria construir mais um cômodo em sua casa e, consequentemente, perderia espaço. Então, sugeri que ele ficasse comigo, eu compraria ração e cuidaria dele, até que o antigo dono tivesse um local apropriado, acabou que ele está comigo até hoje”, lembrou.