Argo embala nas vendas

Folha Motors

19 de dezembro de 2019

O Argo surgiu em maio de 2017 com a aposta da Fiat para substituir o veterano Palio. Mas o novo hatch compacto demorou para embalar nas vendas. Em 2018, posicionou-se como o nono carro mais vendido do país, com 63.017 emplacamentos ou cerca de 5.500 unidades mensais. Este ano, subiu para a sétima posição, com média de 6.450 emplacamentos mensais de janeiro a novembro. Contudo, com os 7.586 emplacamentos de outubro, já aparecia na quarta posição. Em novembro, vendeu 8.270 unidades e arrebatou o terceiro lugar, superado apenas pelos líderes Chevrolet Onix e Ford Ka e deixando para trás o Hyundai HB20, os Volkswagen Gol e Polo e o Renault Kwid. No embalo dessa trajetória ascendente nas vendas do Argo, uma das versões mais procuradas é a intermediária 1.3 Drive. Como uma espécie de “ponto de equilíbrio” da linha, é mais forte e bem equipada do que a Drive 1.0 e também mais barata e econômica em comparação à Precision 1.8.

O design do Argo, desenvolvido no Brasil, é um dos pontos altos do hatch. A frente tem aspecto robusto, com uma grade encorpada e os faróis afilados. De lado, a musculatura dos vincos e as linhas do perfil angulosas conferem um aspecto dinâmico e esportivo. Na traseira, as lanternas invadem a tampa do porta-malas, enquanto o discreto e elegante spoiler evoca o Alfa Romeo Giulietta. Por dentro, o destaque é a tela de 7 polegadas com aspecto “flutuante”. As saídas de ar redondas reforçam o aspecto jovial.

O motor flex Firefly 1.3 de quatro cilindros entrega 109/101 cavalos e torque máximo de 14,2/13,7 kgfm a 3.500 rpm. É um dos mais econômicos de seu segmento, com classificação A na categoria e B na comparação absoluta segundo o Inmetro, com 9,2 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada com etanol e 12,9 km/l na cidade e 14,3 km/l na estrada com gasolina.

Entre os itens de série do Argo Drive 1.3 manual estão o piloto automático, a coluna de direção com regulagem de altura, a segunda porta USB para o banco de trás, o Isofix, o ar-condicionado analógico, o banco do motorista com regulagem de altura, a central multimídia UConnect de 7 polegadas, a chave canivete, a direção elétrica, o volante multifuncional, os repetidores de setas nos retrovisores, o sistema de monitoramento de pressão dos pneus e o start-stop no motor. Opcionalmente, podem ser acrescentados retrovisores elétricos com repetidores de seta, vidros elétricos traseiros, faróis de neblina, rodas de 15 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré, mas não estão disponíveis os controles de tração e de estabilidade, que são de série no 1.3 GSR (com câmbio automatizado). O preço sugerido para o Fiat Argo 1.3 Drive manual varia de R$ 54.590 a R$ 56.890, dependendo da cor.

 

Experiência a bordo

Os bancos do Argo têm boa ergonomia. A posição de dirigir é razoável e o espaço interno sempre foi um ponto alto do modelo. Dentro do padrão dos hatches compactos, o Argo é adequado para levar quatro adultos e uma criança com algum conforto. Um quinto adulto compromete a qualidade de vida no banco traseiro. Os comandos são bem localizados e de fácil manuseio.

Em termos de acabamento, o Argo parece ter evoluído em relação ao apresentado em 2017. Apesar das superfícies rígidas serem dominantes, ostenta um padrão elevado em relação aos concorrentes, com texturas que reforçam o aspecto de qualidade. O porta-malas leva trezentos litros – dentro da média do segmento de hatches compactos. Faz falta um botão no painel para abrir o porta-malas.