Apae de Passos atende 250 usuários de dois a 18 anos

2 de janeiro de 2020

PASSOS – A morte de Cláudio Roberto Lemos, 44 anos, na cidade de Itaú de Minas, deixou a cidade e região em choque. Cláudio desapareceu no dia 24 desse mês, dezembro, e foi encontrado depois de quase uma semana, já sem vida, próximo a região do Córrego Velho no bairro Santo Antônio. Grande parte dos moradores da cidade de Itaú de Minas, municipio com pouco mais de 16 mil habitantes, já conhecia o rapaz que sempre estava com a mãe por onde andava. “Sei que Cláudio tinha algum problema, não sei o que era, a mãe dele sempre está com o filho por onde ele vai”, disse um morador de Itaú de Minas o qual conhece, de longe, a família do rapaz.Cláudio, na verdade, tinha o Transtorno do Espectro Autista, (TEA), transtorno que, no geral, engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico. No caso de Cláudio, o TEA foi diagnosticado só depois da idade adulta. “Eu levava meu filho ao médico e ninguém me falava nada, isso há mais de 35 anos. Quando meu filho tinha cinco anos de idade, já tomava remédios para convulsão e coisas do tipo, mas ninguém me falava que era autismo. Só quando eu levei o Cláudio para a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, (APAE), de Passos é que uma psicóloga do local me disse que, na verdade, meu filho tinha todas as características do TEA e começamos um trabalho diferente com Cláudio junto a equipe da Associação. Terezinha Lemos e contou que a vida toda cuidou muito do filho, dava muito amor e carinho e lamentou o ocorrido.