‘Altas Horas’ comemora 20 anos

7 de março de 2020

A sede da TV Globo em São Paulo está movimentada. De um lado para outro, carrinhos deslizam pelos corredores com caixas e equipamentos, provocando um barulho intermitente. “Vamos esperar o metrô passar”, repetia o apresentador Sergio Groisman, entre uma fala e outra. “Isso deve ser coisa do Fausto Silva”, continua.

O jornalista e apresentador recebeu a imprensa na sede da emissora, na última terça, 3, para falar sobre o início das comemorações de 20 anos do Altas Horas, no ar aos sábados, desde 14 de outubro de 2000. O primeiro programa desse período de celebrações vai ao ar neste sábado, 7, com o apresentador Galvão Bueno, o surfista Gabriel Medina e o cantor e compositor Milton Nascimento.
Em duas décadas de programa, mais de 1 milhão de pessoas já sentaram na plateia, de acordo com Serginho. Já o número exato de convidados é algo que está longe da cabeça do apresentador. “Iniciamos este projeto de comemoração no ano passado e estamos revendo arquivos, checando quem ainda está vivo.”

De fato, é difícil imaginar um artista, especialista ou personalidade que não tenha passado pelo grande auditório do Altas Horas. Mas também há encontros que não saem da memória do apresentador, alguns históricos. “Não me esqueço do programa-piloto, que teve Cássia Eller com Elza Soares. Em outro programa, recebemos Rita Lee e a banda original do Tim Maia. São materiais raros e únicos na televisão brasileira.”

Serginho promete resgatar – na medida do possível – grandes momentos. Um deles é trazer ao palco a formação original dos Titãs, com Branco Mello, Sergio Britto, Tony Bellotto, Arnaldo Antunes, Charles Gavin, Paulo Miklos e Nando Reis. A exceção é do guitarrista Marcelo Fromer, morto em 2001.

A presença de convidados musicais sempre agitou a turma do “vida inteligente na madrugada”, como diz o bordão do programa. Para o apresentador, é um dos principais termômetros para compreender uma audiência que viu chegar a produção do streaming e mudou até o jeito de consumir música. Acompanhado por um público adolescente e jovem, Serginho reconhece que a internet sacudiu a televisão, consolidou novos hábitos, mas que, para além de entender sua audiência, o Altas Horas – e a Globo – ainda confia na força da telinha, pura e simples.