Academia de Hollywood anuncia a inauguração de museu

18 de fevereiro de 2020

Uma gigantesca esfera de vidro, aço e concreto que parece flutuar sobre o chão está alterando o visual da região oeste de Los Angeles. Esse será um dos espaços mais atraentes do novo Museu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que será inaugurado no dia 14 de dezembro desse ano. A construção está na reta final e sua conclusão vai colocar um ponto final em uma obra iniciada há cinco anos e várias vezes interrompida por falta de verbas – o término está garantido depois que uma campanha de arrecadação de fundos conseguiu US$ 368 milhões, que correspondem a 95% do total necessário (US$ 388 milhões). “Fãs de todo o mundo sabem da importância que esse museu terá para a preservação da memória do cinema e só podemos agradecer as contribuições”, comentou Bill Kramer, diretor do espaço.

De fato, quando abrir suas portas (a data da inauguração foi oficialmente informada por Tom Hanks durante a cerimônia do Oscar, no dia 9), o Museu da Academia de Cinema vai se tornar um novo ponto turístico da cidade graças a seu valioso acervo, que inclui desde os sapatinhos vermelhos usados por Judy Garland em O Mágico de Oz (1939), passando pelas portas do fictício Rick’s Café, frequentado por Humphrey Bogart em Casablanca (1942), ou a capa de Drácula usada por Bela Lugosi no filme de 1931, até chegar ao único molde ainda existente da mandíbula do tubarão criado para o longa que consagrou Steven Spielberg, em 1975.

“Todo o material colecionado pela Academia desde os anos 1930 vai compor o acervo, acrescido ainda dos objetos que comprovam a evolução tecnológica do cinema”, continuou Kramer.

Os números da coleção são reais e gigantescos: mais de 85 mil roteiros, 100 mil objetos de produção, 190 mil filmes e 12,5 milhões de fotografias, além de 1.700 objetos pessoais que pertenceram a figuras lendárias como Katharine Hepburn, Cary Grant e Alfred Hitchcock.

Haverá ainda espaço para objetos raros, desde rudimentares câmeras de filmar usadas no início do século passado até o primeiro modelo do Steadicam, estabilizador criado por Garrett Brown em 1974 e que dá a impressão de que a câmera flutua, evitando trepidações na imagem.

 

Transformado em patrimônio histórico e cultural em 1992, o edifício foi cedido para a Academia, que contratou o arquiteto italiano Renzo Piano para adaptá-lo como museu. Piano também criou um novo prédio de estilo moderno (justamente a gigantesca esfera de vidro), que estará acoplado na parte de trás do edifício histórico, totalizando uma área de 3.600 m². Ali funcionarão duas salas de exibição: a maior, com mil lugares e toda decorada em vermelho (alusão ao famoso tapete), terá uma tela capaz de abrigar exibição de todo tipo de filme, até do antigo nitrato. Uma segunda sala, em tom verde, terá 288 lugares e uma programação diária.

A programação das duas salas será administrada por Bernardo Rondeau, carioca que trabalha na Academia desde 2014. Segundo ele, para a inauguração, está prevista uma retrospectiva do mestre de cinema de animação japonês Hayao Miyazaki, em colaboração com seu estúdio Ghibli – além da exibição de filmes, haverá uma exposição com mais de 200 objetos, entre desenhos conceituais, storyboards e ambientes imersivos baseados em filmes como A Viagem de Chihiro (2001). Depois, haverá uma exposição sobre a história dos diretores afrodescendentes americanos e sua contribuição para o cinema.

Como o capital foi levantado a partir de doações de particulares, muitos espaços levarão o nome dos principais contribuintes. Assim, a gigantesca esfera de vidro já é conhecida como Barbra Streisand Bridge. O Brasil terá ainda uma participação mínima: segundo Rondeau, o acervo da Academia conta apenas com o vestido usado por Sônia Braga em O Beijo da Mulher Aranha (1985), um filme de testes de figurinos com Carmen Miranda e cartazes de longas como Barravento (1962). 

 

Bar dos Beatles é reconhecido como monumento histórico

 

O Philharmonic Dining Rooms já era uma instituição em Liverpool, onde os Beatles costumavam se reunir. Na última quarta-feira, 12, tornou-se o primeiro bar inglês da época vitoriana a ser classificado como monumento histórico de primeira categoria.

“Phil”, como é carinhosamente chamado nesta cidade do oeste de Inglaterra, foi construído em 1898 pelo arquiteto Walter Thomas. A época foi a idade de ouro da construção dessas tabernas conhecidas como “public houses”, ou simplesmente “pubs”.

Situado de frente para a sala de concertos filarmônicos de Liverpool, distingue-se por sua exuberante fachada de pedra talhada e seu interior profusamente decorado.

 

Uma vez, John Lennon reclamou que a pior consequência da fama dos Beatles era “não poder mais ir beber uma cerveja no Phil”. Em uma viagem em 2018 à cidade onde surgiu o lendário grupo, seu companheiro Paul McCartney surpreendeu os clientes do local com uma apresentação improvisada.

Desde 1955, o estabelecimento estava classificado como monumento histórico de segunda categoria. A partir de hoje, passa a fazer parte das grandes joias arquitetônicas do patrimônio, como o Palácio de Buckingham.

Na opinião de Duncan Wilson, diretor-geral da Historic England, organismo encarregado destas classificações, o “Philharmonic Dining Rooms” é uma amostra excepcional da época vitoriana. Seu ingresso na primeira categoria histórica “permitirá preservar seu interior excepcional e seu exterior” extravagante, ornado com florões em forma de obelisco, chaminés, torres e uma sacada no segundo andar, acrescentou.

O Philharmonic Dining Rooms já era uma instituição em Liverpool, onde os Beatles costumavam se reunir. Na última quarta-feira, 12, tornou-se o primeiro bar inglês da época vitoriana a ser classificado como monumento histórico de primeira categoria.

“Phil”, como é carinhosamente chamado nesta cidade do oeste de Inglaterra, foi construído em 1898 pelo arquiteto Walter Thomas. A época foi a idade de ouro da construção dessas tabernas conhecidas como “public houses”, ou simplesmente “pubs”.
 
 
Situado de frente para a sala de concertos filarmônicos de Liverpool, distingue-se por sua exuberante fachada de pedra talhada e seu interior profusamente decorado.
 
Uma vez, John Lennon reclamou que a pior consequência da fama dos Beatles era “não poder mais ir beber uma cerveja no Phil”. Em uma viagem em 2018 à cidade onde surgiu o lendário grupo, seu companheiro Paul McCartney surpreendeu os clientes do local com uma apresentação improvisada.
Desde 1955, o estabelecimento estava classificado como monumento histórico de segunda categoria. A partir de hoje, passa a fazer parte das grandes joias arquitetônicas do patrimônio, como o Palácio de Buckingham.
 
Na opinião de Duncan Wilson, diretor-geral da Historic England, organismo encarregado destas classificações, o “Philharmonic Dining Rooms” é uma amostra excepcional da época vitoriana. Seu ingresso na primeira categoria histórica “permitirá preservar seu interior excepcional e seu exterior” extravagante, ornado com florões em forma de obelisco, chaminés, torres e uma sacada no segundo andar, acrescentou.
 
Feita de ferro forjado dourado, sua porta principal é considerada uma das mais charmosas obras modernistas da Inglaterra. No interior, sua barra em forma de ferradura está cercada de complexos vitrais.
 

Seu proprietário, Eamonn Lavin, considerou a nova classificação uma “verdadeira honra” para este edifício com “uma história muito rica”, visitado por “gente do mundo todo” para admirá-lo e “provar algumas cervejas”.eita de ferro forjado dourado, sua porta principal é considerada uma das mais charmosas obras modernistas da Inglaterra. No interior, sua barra em forma de ferradura está cercada de complexos vitrais.

Seu proprietário, Eamonn Lavin, considerou a nova classificação uma “verdadeira honra” para este edifício com “uma história muito rica”, visitado por “gente do mundo todo” para admirá-lo e “provar algumas cervejas”.