Previdência

Consignado lidera reclamações

8 de junho de 2021

As reclamações registradas por consumidores contra chamadas de telemarketing ao serviço “Não Me Ligue” aumentaram 76% na comparação entre os períodos de janeiro a abril de 2020 e de 2021, passando de 14.864 para 26.223. As queixas contra ofertas de empréstimo consignado dispararam na liderança do ranking de reclamações.

Números

Foram 3.967 registros no primeiro quadrimestre do ano passado e 11.969 no mesmo intervalo deste ano. O crescimento foi de 202%. “O crédito consignado se tornou um verdadeiro abuso, inclusive, há empresas sendo processadas criminalmente pelo Procon-SP”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. “É muito importante que o consumidor saiba que tem poder para agir contra essa prática. Ele deve acessar o site do Procon-SP e fazer o cadastro de sua linha telefônica bloqueando esse tipo de chamada e, caso alguma empresa desrespeite sua escolha, basta fazer uma denúncia para que nós possamos aplicar punições”, explica Capez.

Proteção

Responsável por pagar os benefícios ao grupo que é tradicionalmente o principal alvo do assédio de empresas que oferecem essa modalidade de crédito, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) informou que disponibiliza meios para que seus beneficiários possam se proteger de ofertas indesejadas. “O aposentado ou pensionista pode solicitar o bloqueio do benefício para empréstimos consignados. É só acessar o aplicativo Meu INSS e clicar em ‘atualização para manutenção do benefício e outros serviços’, depois escolher a opção ‘bloquear/desbloquear benefício para empréstimo consignado’”.

Esforços

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por sua vez, disse que as instituições têm feito esforços para combater as más práticas relacionadas ao crédito consignado. A federação cita que, entre advertências e suspensões temporárias e definitivas de operação, a autorregulação do crédito consignado resultou na aplicação de 54 punições no mês de março.

Maior da história

O total, segundo a Febraban, é o maior já registrado desde que as novas regras entraram em vigor em janeiro de 2020. A aplicação da punição máxima prevista pelas normas também bateu recorde: cinco correspondentes bancários tiveram suas atividades suspensas definitivamente em março, segundo a representante dos bancos.