Meio Ambiente

Índice de reciclagem cresce

4 de fevereiro de 2021

O índice de reciclagem dos plásticos pós-consumo no país ficou em 24% em 2019, um crescimento de 8,5% em comparação ao ano anterior. Plástico pós-consumo é o material plástico descartado em domicílios residenciais e em locais como shoppings centers, estabelecimentos comerciais e escritórios. O número é calculado dividindo a quantidade de plástico pós-consumo reciclado pelo volume de plástico pós-consumo gerado.


O que você também vai ler neste artigo:

  • Cadeia do Plástico
  • Produção
  • Caminho Certo
  • Lixões
  • Destinação incorreta

Cadeia do Plástico

Os dados fazem parte do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Braskem, e MaxiQuim, que realizou o levantamento.

Produção

Segundo o estudo, em 2019, último ano com dados consolidados, foram produzidas 838 mil toneladas de plásticos reciclados. A Região Sudeste é responsável por 51,6% da produção com 464 mil toneladas, seguida pela Região Sul com 226 mil toneladas, Nordeste com 94 mil toneladas, Centro-Oeste com 40 mil toneladas e Norte, com 12 mil toneladas.

Caminho Certo

“Sabemos que temos um longo caminho ainda que pode ser explorado pelo segmento de reciclagem de plásticos pós-consumo, entretanto, o crescimento dos índices mostra que estamos no caminho certo. Quando olhamos outros países da União Europeia ou mesmo os Estados Unidos vemos que, na comparação com a reciclagem mecânica, o Brasil vai muito bem”, disse Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

Lixões

Quase metade dos municípios brasileiros (49,9%) pesquisados ainda despeja resíduos em lixões – depósitos irregulares e ilegais. Além disso, 17,8 milhões de brasileiros não têm coleta de lixo nas casas e apenas 3,85% dos resíduos são reciclados. Os dados fazem parte do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), elaborado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), em parceria com a consultoria PwC Brasil.

Destinação incorreta

O estudo revela que, uma década depois da promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o país ainda mostra alto índice de destinação incorreta do lixo, com taxa mínima de reciclagem. De acordo com a pesquisa, apenas 41,5% das prefeituras adotaram algum de sistema de custeio individualizado, seja por taxa ou tarifa, para remunerar os serviços de manejo de resíduos sólidos, medida prevista na PNRS.