Meio Ambiente

Eliminação de lixão em Minas

20 de Maio de 2021

O governador Romeu Zema e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, fizeram o lançamento do edital de chamada pública para seleção de projetos para melhorar a gestão de resíduos sólidos em Minas. A iniciativa faz parte do programa Lixão Zero, do Ministério do Meio Ambiente, que tem objetivo de eliminar lixões e apoiar municípios em soluções sobre a destinação de resíduos sólidos. Serão disponibilizados R$ 100 milhões, com recursos de acordos de multa ambiental firmados entre Vale S/A e Ibama, para auxiliar cerca de 350 municípios na destinação ambientalmente adequada de resíduos, por meio da reciclagem e recuperação de materiais.


O que você também vai ler neste artigo: 

  • Ganhos
  • Desenvolvimento
  • Centros de triagem
  • Consórcios

Ganhos

Durante a cerimônia, realizada na Fiemg, em Belo Horizonte, Zema destacou que a medida vai gerar, além de ganhos ao meio ambiente, benefícios econômicos e geração de empregos. “Sabemos que isso significa não só redução de danos ao meio ambiente como também mais saúde à população, já que a disposição inadequada de resíduos acarreta uma série de problemas. Vem em uma ótima hora, pois também significa movimentação econômica e geração de empregos. Tudo isso contribui de forma muito expressiva para o nosso estado que enfrenta tantas dificuldades”, afirmou.

Desenvolvimento

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que melhorar o tratamento de resíduos e o saneamento é fundamental para o desenvolvimento do país. “Decidimos colocar os R$ 100 milhões para a agenda do combate aos lixões, agenda de resíduos sólidos, que, junto com o saneamento, são a maior marca do subdesenvolvimento no Brasil. Um país em que 100 milhões de pessoas não têm coleta e tratamento de esgoto; 35 milhões de brasileiros não têm sequer água encanada em casa e mais de 3 mil municípios no Brasil têm graves problemas de gestão dos resíduos sólidos, que nós, popularmente, chamamos de lixões”, esclareceu.

Centros de triagem

Ele ressaltou que a verba vai permitir a instalação de centros de triagem mecanizadas de resíduos sólidos nas cidades. “É aquela separação do lixo, para que se permita de um lado dar valor àquilo que pode ser reciclado, reinserido no princípio da economia circular, e por outro lado diminuir o volume de resíduos que vai para os aterros”, explicou.

Consórcios

As unidades regionais foram baseadas nessas organizações de consórcios já existentes em Minas Gerais. Diferentemente do que ocorre com o eixo água e esgoto, em resíduos sólidos urbanos já existe, há algum tempo, uma organização dos municípios por consórcios para resolução dos problemas. Esse edital vem dar ainda mais força aos consórcios e, posteriormente, tendo os aterros sanitários como solução definitiva para a disposição final, as unidades de triagem mecanizadas, além de gerar emprego e renda, vão diminuir os custos dos municípios para a destinação final com a separação de materiais recicláveis.