Lingua Portuguesa

Estratégias de argumentação por meio de fatos

POR PROF. ANDERSON JACOB ROCHA

22 de Maio de 2021

Nesta semana, chegou até mim, o livro “Fact Fulness: o hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos”, de Hans Rosling, da editora Record. Trata-se de uma obra que nos leva a enxergar o mundo de outra maneira para responder melhor às crises e oportunidades do futuro.

É um livro essencial já que vivemos em um mundo onde se valoriza as falsas informações, com argumentos sofistas. Se quisermos um lugar digno para viver, precisamos, no mínimo, trabalhar com afirmações baseadas na realidade sob pena de comprometermos ainda mais o nosso papel na composição da formação humana.

Para lembrarmos o que significa o que é uma atitude sofista, trago aqui uma acepção do dicionário do Google: “argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa”.

Diante desse conceito, apresentarei alguns tipos distintos de argumentação para que possamos utilizar em nossas apresentações e textos. Vale lembrar que nem sempre argumentações boas significam a verdade e sabemos que essa verdade se dá quando há fatos de fontes seguras, validáveis e verificáveis. Por falar nisso, um primeiro ponto dentro no processo de argumentação é a fonte de referência. Nada é pior que afirmar algo sem ter um ponto que balize tal afirmação. Portanto, é preciso se orientar por meio de estudos, empresas, órgãos públicos, leis para termos uma sustentação em um argumento.

A analogia é outro modo de comunicação que nos ajuda em nossa argumentação porque ela estabelece a comparação entre dois contextos ou situações. Veja o exemplo: “Se a pessoa cuidar bem do seu carro, por que não poderia fazer o mesmo com o próprio corpo?”.

A argumentação pode, ainda, utilizar do processo de causas e efeitos para mostrar que uma coisa é consequência de outra. Exemplo: ‘No Brasil, há uma média diária de 2000 mortos, na pandemia, em consequências das aglomerações e a falta de vacina para todos’.

Dar exemplos e contar histórias são excelentes condições argumentativas, por isso, a observação do cotidiano e a riqueza de leituras ajudam muito. Por fim, mas sem ser esgotável, argumentar utilizando uma ideia plausível, mensurável e executável sempre será ótima estratégia argumentativa.

PROF. ANDERSON JACOB ROCHA. Doutor em Língua Portuguesa (PUC/SP). Autor do livro: A Linguagem da Felicidade. Instagram: prof_andersonjacob. Youtube: Prof. Dr. Anderson Jacob