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Grupo faz ato simbólico em defesa de cota mínima para lagos

12 de dezembro de 2020

Foto: Divulgação

CAPITÓLIO – No último final de semana, o grupo “Todos Por Furnas e Peixoto”, que surgiu no Facebook e conta com mais de 250 mil participantes, promoveu um ato simbólico na ponte do Rio Turvo, em Capitólio. O objetivo é continuar a trazer o olhar das autoridades para a luta em prol da manutenção de uma cota mínima para o lago, que garantirá o uso múltiplo das águas, ou seja, além da geração de energia, a exploração do lago para agricultura, piscicultura e turismo.

Segundo a criadora do grupo, Priscila Volgarine, a baixa do lago causa prejuízos financeiros e até psicológicos para o povo que depende do uso das águas.

O prejuízo só fica aqui em Minas Gerais. A maioria do povo que sofre é o povo pobre, porque às vezes é exclusivamente o que ele tem. Então se ele pesca, se ele cria peixes, ele depende da água. Às vezes ele tem uma pousada pequena, um pesqueiro pequeno e não tem como gerir se não houver água”, afirmou Priscila.

Luiz Pádua é empresário do setor turístico em Capitólio e também estava presente no movimento. Ele ressaltou a urgência das autoridades, que têm o poder de decisão, voltarem sua atenção ao problema dos lagos. “Nós temos condições de fazer esse nível do reservatório subir. Tem condições. O que nós não temos condições é a pandemia, isso está fora do nosso controle”, descreveu Pádua, “vocês que trabalham em todas essas áreas importantes tem condições de vir conosco e trabalhar em prol desse nível do reservatório”.

Pádua relata que a situação dos lagos é preocupante. “Do jeito que está, tudo isso é ameaçado, tudo isso vai acabar”, completou, “nós precisamos desse reservatório com a cota no mínimo 762 aqui no lago de Furnas, e no Largo de Peixoto 663. Não é pedir muito e não é impossível, porque nós temos controle sobre isso, vocês autoridades têm controle sobre isso”.
O ato também contou com a participação de políticos como o vereador do município de Cássia Luís Adriano, o Priminho, que manteve uma postura muito crítica em relação aos órgãos reguladores.

Estamos mostrando sim uma cobrança maior em cima desse pessoal da operação dos níveis da água, da Ana, da Aneel que rouba essa água nossa descaradamente”, afirmou Priminho, “então é uma manifestação hoje um pouco mais pacífica, mas depois de aprovado essa PEC nós vamos dar mais ou menos uns 60 dias para que eles se regularizem”, disse.