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Furnas investe em segurança para dar tranquilidade aos visitantes

12 de julho de 2022

Após tragédia de janeiro, com queda de rocha em cânion, Capitólio aposta em segurança e espera que julho marque nova era de prosperidade. A tragédia de janeiro, quando a queda de uma rocha em um dos cânions mais visitados do lago vitimou 10 pessoas, e um acidente entre barcos que resultou em mais duas mortes, em junho, trouxeram tristeza e comoção. As imagens do rompimento no paredão, que correram a internet e redes sociais, geraram um temor, reaceso pelo desastre com as embarcações. Uma crise na sequência de um longo período de queda de movimento determinado pela pandemia de COVID-19, que abalou o turismo em todo o planeta.

Desde o incidente do início do ano, uma equipe de geólogos faz vistoria diária nos cânions mais visitados. Eles chegam por volta das 7h e percorrem toda a extensão dos paredões, no período de duas horas. Às 9h, a região se abre para a visitação. Em um passeio de três horas, é possível conhecer, além dos cânions, atrações como a Lagoa Azul, a estrutura da hidrelétrica e barzinhos flutuantes. “Já era superseguro. A gente aprimorou as medidas de segurança, com o monitoramento diário da entrada dos cânions por uma equipe de geólogos, fiscalização, uso de coletes, capacetes, atuação da Marinha na fiscalização e monitoramento da Defesa Civil. Está mais seguro do que já era”, diz Marco Antônio da Silva, proprietário da empresa de turismo FMS Capitólio. Segundo ele, a expectativa é de que o movimento esteja normalizado no próximo verão, ou bem próximo do normal.

A comunidade luta para dar a volta por cima e demonstrar que os cânions, que fazem pulsar a economia da região, não podem ser motivo de medo. O esforço é apoiado por inquérito da Polícia Civil, que concluiu que o incidente em janeiro resultou de um evento natural, atestando não ter havido negligência com a segurança. Com base nessa conclusão, empresários criaram a Capitólio em Movimento, organização da sociedade civil cuja meta é alavancar o turismo na região.