André Silveira
PASSOS – Entre a cova, a capelinha e a canção sertaneja, Delfinópolis tenta, há quase 70 anos, entender a morte de um garoto negro de 12 anos e o que ela revela sobre racismo, culpa e fé na Serra da Canastra.
No alto de uma colina de pedra e mato fechado, na zona rural de Delfinópolis, um pequeno amontoado de rochas chama a atenção de quem se aventura pela trilha. Entre elas, cruzes simples de madeira, flores artificiais desbotadas, velas derretidas, bilhetes enrolados em plástico, fotografias de família. Ali perto, uma capelinha dedicada à Nossa Senhora Aparecida guarda o silêncio das rezas.

