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Fiat lidera o ranking de vendas no Brasil pelo 9º mês consecutivo

8 de outubro de 2021

Destaque para a Nova Toro fechando o mês como 2º carro mais vendido do mercado com 6.852 unidades, recorde histórico desde o seu lançamento

Com quatro modelos entre os dez mais vendidos do país – Nova Toro, Nova Strada, Argo e Mobi, nesta ordem – a Fiat fechou setembro na liderança do mercado nacional de automóveis e comerciais leves com 20,3% de participação (29.027 emplacamentos).

É o nono mês consecutivo da marca à frente do ranking brasileiro. O destaque ficou com a Nova Toro, que teve 6.852 unidades emplacadas (4,8% de market share), recorde histórico desde o lançamento da picape. O bom resultado da Fiat em setembro contou também com Nova Strada na 4ª posição com 5.772 veículos (4% de market share), Argo na 6ª colocação (4.911 unidades e 3,4% de participação), e Mobi na 7ª, com 4.574 unidades e 3,2% de market share.

Esse resultado mantém a liderança da Fiat no mercado brasileiro, atingindo uma participação de 22,7% com mais de 335 mil unidades vendidas. É a marca que mais cresceu no país, anotando 7 p.p. contra o mesmo período de 2020. Já são mais de 105 mil carros de diferença para o segundo colocado.

A Nova Strada continua como veículo mais emplacado do Brasil em 2021, com 85.386 mil unidades e 5,8% de market share, mais de 18 mil veículos à frente do 2º colocado. É da Fiat também o terceiro modelo entre os três do mercado no ano, com Argo e suas 65.426 unidades vendidas (4,4%). A Fiat segue sendo a marca com mais modelos entre os dez do ano. Além da Nova Strada e Argo, Mobi encontra-se na 4ª posição e a Nova Toro fica na 6ª colocação.

Balanço

Com a paralisação das fábricas por causa da falta de componentes, sobretudo chips, o mercado de carros vem passando por sucessivas oscilações no Brasil. Em setembro, os números de vendas de automóveis e comerciais leves caíram 10,19% em relação a agosto. Porém, no acumulado dos nove primeiros meses do ano os emplacamentos cresceram 13,19%. Os dados são da Fenabrave, a federação que reúne as associações de concessionárias de veículos do País.

Em números absolutos, no mês passado foram vendidos 142.354 automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro. Em agosto, foram 158.501. No acumulado do ano, os emplacamentos dos dois segmentos somaram 1.469.862 vendas. No mesmo período de 2020, o total foi de 1.298 557.

Por modelo, um dos destaques do mês passado foi o Hyundai HB20. Com 7.147 unidades vendidas, o hatch compacto superou a picape Fiat Toro, que somou 6.853 vendas, e conquistou o topo da lista. Porém, no acumulado de 2021 o utilitário da marca italiana mantém a liderança. Assim, tem 85.384 emplacamentos, ante 67.146 do modelo da Hyundai no mesmo período.

Outro que chamou a atenção em setembro foi o Onix. Líder absoluto de vendas nos últimos anos, o compacto da Chevrolet andava sumido do ranking por causa das recentes paralisações da produção das fábricas da GM no Brasil. Já no mês passado, o hatch ficou na 11ª posição.

Aliás, a GM conquistou o terceiro lugar no ranking de fabricantes em setembro, com 12,63% de participação. Na primeira posição está a Fiat, com 20,4% e na segunda, a Volkswagen, com 14,53%. Em quarto aparece a Hyundai (10,2%). A Toyota fecha a lista das cinco maiores marcas, com 8,82%.

Queda

A crise inédita de escassez de semicondutores em escala global, que tem prejudicado a produção, levou a indústria de veículos no Brasil a registrar a quarta queda mensal seguida nas vendas de zero-km. Esse resultado considera a soma das vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Por ser um setor que envolve uma longa cadeia produtiva, englobando segmentos como peças, plásticos, vidros e eletrônicos, a retração deve gerar implicações para outras atividades industriais, além da área de serviços. Haverá impacto até mesmo no Produto Interno Bruto (PIB), embora os economistas digam que ainda não é possível avaliar qual será a dimensão.

“Estamos diante de muitas incertezas e da maior crise de abastecimento de veículos dos últimos anos”, diz o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Com isso, a entidade reviu as projeções pela terceira vez no ano e estima que as vendas totais serão de 2,15 milhões de veículos. Ou seja, 230 mil a menos do que antes.

A alta de 16% em relação a 2020 foi reduzida para 4,8%, sobretudo por causa do segmento de automóveis, o mais atingido pela falta de peças.