Esporte

CBF estuda sede única para o futebol feminino

4 de Maio de 2020

FUTEBOL FEMININO – Com 52 clubes envolvidos, as Séries A1 e A2 do Brasileiro Feminino estavam em curso quando todos os campeonatos nacionais foram paralisados pela Confederação Brasileira de Futebol, em 15 de março, devido à pandemia causada pela covid-19. Com calendário de curta duração, a CBF estuda cenários para a retomada das competições.
A intenção da entidade é manter os formatos de ambas as disputas, mas admite a possibilidade de volta com sede única. É o que diz o supervisor do futebol feminino da CBF, Romeu
de Castro.

“Estudamos vários cenários no momento. Não creio que teremos mudanças no formato, mas realizar os jogos em sedes únicas é também uma possibilidade. Neste momento, são estudos e projeções hipotéticas apenas. A intenção principal é mantermos as competições conforme os formatos originais. Temos que aguardar as definições das autoridades competentes e a evolução da situação em cada estado” explicou.

O Ministério da Saúde, em resposta ao protocolo médico nacional da CBF, posicionou-se favorável à retomada do futebol. O órgão sugere que a entidade garanta a avaliação constante de atletas, comissões técnicas e funcionários, assim como familiares e contatos próximos, mas faz uma ressalva: a disponibilização de testes rápidos no sistema de saúde está saturada.

“As medidas de distanciamento e proteção vão ser equivalentes à situação do vírus e da pandemia em cada estado. A gente trabalha com um cenário que pode ser possível se jogar em algum estado e não ser possível se jogar
em outro.”

Ainda de acordo com o dirigente, para as competições de base femininas, que estavam previstas para começar em maio (sub-18) e julho (sub-16), a mudança no formato é uma possibilidade mais forte. Depende das consequências da Covid-19 sobre a logística necessária. Uma questão que é vista como principal desafio para realizar as divisões principais do Brasileiro dentro dos termos originais.

“Apesar de ter uma média de público menor em vários estados, dependemos dos aviões, restaurantes, hotéis, segurança, arbitragem, transporte terrestre, hospitais disponíveis. O delimitador mesmo é a questão dos serviços essenciais médicos e segurança”
comentou.