Esporte

Atleta passense não sai de Portugal por causa da covid 19

31 de março de 2020

PASSOS – Mais atleta passense que atua no continente europeu também está sofrendo as consequências da pandemia do novo coronavírus. Semana passada publicamos a reportagem sobre Petinho, 26, que atua no futsal do Sporting Paris, na França. Hoje, vamos contar um pouco da vida de Marcelo Machado que joga na terceira divisão do futebol de Portugal.
O volante de apenas 21 anos está no país há três anos e nos últimos dias está confinado em casa por causa da Covid 19. “Está tudo parado em Portugal. Campeonatos, eventos e por último o comércio. A situação não é tão grave como em outros países europeus, exemplos como Itália e França, mas os casos ultrapassaram 6 mil e mais de 120
óbitos”, declarou.
Marcelo morada em uma casa alugada com mais dois atletas do Vileza, seu atual clube. “Estamos muito bem de saúde, mas ‘presos’. Saímos muitos pouco para as ruas para evitar contaminação. Campeonatos e treinos de todos os clubes de diversas divisões do futebol português estão temporariamente paralisados. Faltam ainda nove rodadas para o encerramento da temporada 2019/2020”, ressaltou.
Quando foi para Portugal, o volante que é atleta profissional há três anos, esteve no Vizela, time que leva o nome da cidade. Depois vestiu a camisa do Vitória de Guimarães e por último do Água Salgada, cuja a cidade recebe o mesmo nome também. “Como venceu o contrato, só posso voltar a jogar oficialmente pelo Vizela, clube com qual renovei meu contrato por mais dois anos, mas na temporada 2020/21. Quando tudo voltar à normalidade voltarei a treinar em julho ou agosto e me preparar para disputar a terceira divisão, a mesma do Água Salgada onde atuei todos os jogos como titular”, contou.
Sobre a pandemia do coronavírus em Portugal, Marcelo revelou que todo o país vive numa imensa agonia. “Fico só em casa trancado, mas ninguém quer, né? É uma coisa nova para todos. Estamos se portando muito bem, aprendendo a viver coisas novas, evoluir e ter mais atenção em coisas que não tínhamos na correria do dia a dia. Acho que vamos melhora muito como pessoa e com tudo isso que está acontecendo, inclusive a nossa higienização. As mortes em Portugal estão muito bem controladas, se comparando com Espanha e Itália, mas já houve muitas mortes e infectados”, lamentou.
“Não tenho ideia de quando irei ao Brasil rever parentes e amigos. Os aeroportos estão quase todos fechados e depende da liberação do Vizela. Quero só dizer paras pessoas aí no Brasil respeitarem esse momento difícil e ficar em casa pelos nossos idosos e as pessoas ricas! É uma coisa muito séria que só juntos podemos combater e voltar a vida normal”, finalizou Marcelo que é solteiro. Seus pais, José Eustáquio e Márcia residem no bairro Jardim Colégio de Passos.