Esporte

Adiamento das Olimpíadas para 2021 pode ter custo de R$ 13 bilhões

26 de março de 2020

JOGOS OLÍMPICOS – Com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio adiados de 2020 para 2021 nesta terça-feira em decisão inédita do Comitê Olímpico Internacional (COI), o Japão pode ter um custo adicional de US$ 2,7 bilhões, cerca de R$ 13 bilhões na cotação atual (US$ 1 = R$ 5,10). A informação é do jornal japonês especializado em economia “Nikkei”, que levanta também a questão de quem arcará com isso, afirmando que, provavelmente, serão os “contribuintes japoneses”.
“Com certeza haverá custos. O valor, contudo, não sabemos agora. E quem vai pagar isso? Não preciso dizer que não serão discussões fáceis e não sabemos quanto tempo vão durar” disse o CEO do Comitê Organizador de Tóquio 2020, Toshiro Muto.
Presidente do COI, Thomas Bach afirmou em uma teleconferência com jornalistas do mundo todo nesta quarta-feira que o primeiro-ministro Shinzo Abe se comprometeu a “fazer tudo que for preciso”.
“Vai ser um custo adicional para os japoneses. Mas o primeiro-ministro Abe se comprometeu a fazer tudo o que for preciso. Todos foram impactados, jornalistas, atletas. Temos de fazer desses Jogos um símbolo de união” afirmou Bach.
Os organizadores de Tóquio 2020 terão de renegociar inúmeros contratos. Dentre alguns dos custos extras estão a manutenção das arenas e a possível mudança de locais de jogo. Por exemplo, o tradicional Budokkan, onde o judô está previsto para fazer suas disputas, está alugado no ano que vem para um evento. Ainda que a nova data dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos não tenha sido escolhida, isso é uma questão a ser pensada.
“Algumas arenas talvez precisemos seguir alugando até o ano que vem, porque elas precisam de pelo menos um ano para ficarem prontas. Não podemos devolvê-las e pegar de volta só para a Olimpíada. Isso significa custo extra” completou Muto.
Há um problema também em relação à Vila dos Atletas, já que muitos dos apartamentos construídos para abrigar os esportistas no período dos Jogos já estão sendo negociados com possíveis compradores, e alguns – cerca de 1/4 dos 5,632 – já foram vendidos (há apartamentos que valem US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões).
O Comitê Organizador emprega também 3,5 mil pessoas como membros de seu estafe e talvez alguns percam seus empregos.