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Rodrigo Santoro no lado do crime

25 de agosto de 2020

No longa-metragem, o ator brasileiro faz um representante dos produtores de pílula vendida ilegalmente com a promessa de conferir superpoderes. / Foto: Divulgação

O longa-metragem Power, de Henry Joost, Ariel Schulman, lançado pela Netflix no último dia 14, é um filme de super-heróis. Mas se diferencia do gênero por apresentar uma perspectiva sombria, com pequenas e espaçadas doses de humor ácido. A trama se passa em Nova Orleans (EUA), onde um traficante começa a oferecer uma pílula capaz de dar a quem ingeri-la um superpoder. A “exclusividade” do negócio consiste em que o consumidor somente descobrirá qual é seu superpoder depois de tomar a pílula.

A estudante do ensino médio Robin (Dominique Fishback) é uma das vendedoras da Power na cidade. Mas nunca teve coragem de experimentar a droga. Vilã com alma de mocinha, Robin está no ramo da contravenção porque pretende conseguir dinheiro para financiar o tratamento de saúde da mãe.

Entre os poderes que a Power ativa estão indestrutibilidade, elasticidade, superforça, habilidades térmicas e de camuflagem. Aqueles que já tenham um “power dom” inativo o verão despertar pelo efeito da pílula. Mas os mortais que não tenham um dom especial dormindo dentro de si verão seu organismo reagir muito negativamente ao efeito da Power. O aumento do consumo da droga eleva também as taxas de criminalidade na cidade. No combate a essa “epidemia”, o policial Frank (Joseph Gordon-Levitt) encontra em Robin uma improvável parceira. Mas o verdadeiro protagonista de Power é a terceira ponta do triângulo que colocará em prática um plano para erradicar o problema. Ex-militar Art (Jamie Foxx) é apresentado como um homem misterioso, agressivo, perturbado e, vez por outra, sensível.

Como sua filha foi sequestrada pelos produtores da pílula, Art não tem limites na ambição de destruí-los. E como as motivações de Frank e Robin para ajudar Art não são as mais altruístas, o longa coloca do lado “correto” do conflito três personagens cheios de falhas, em mais uma inversão dos padrões das narrativas do gênero . O brasileiro Rodrigo Santoro desempenha no longa o papel de Biggie, representante dos produtores da Power e encarregado de convencer traficantes a venderem a pílula. O final da trama é inconclusivo, sugerindo que os produtores de Power acreditam que o filme tem fôlego para mais uma dose.