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Lady Gaga é vilã em filme sobre família Gucci

11 de março de 2021

Patrizia Reggiani será interpretada por Lady gaga no filme ‘Gucci’. / Foto: Divulgação

Apesar de o mundo da moda ser famoso pelo glamour, existem tramas por trás dos holofotes repletas de intrigas, ganância e até morte. Este é o caso de uma das grifes italianas mais importantes do setor fashion em todos os tempos: a Gucci. A história do “clã” vai além de uma marca que começou como uma modesta loja de bolsas em Florença e se transformou em uma lucrativa maison. Desentendimentos e brigas entre os familiares marcaram a trajetória da grife, principalmente o assassinato do herdeiro Maurizio Gucci.

Essa parte sombria da história da família é o enredo do filme Gucci, dirigido por Ridley Scott que já começou a ser gravado e que tem a cantora Lady Gaga como protagonista. O longa, que chegará aos cinemas mundiais em novembro de 2021, é baseado na biografia The House of Gucci – A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour and Greed (A casa dos Gucci – Uma Sensacional História de Assassinato, Loucura, Glamour e Ganância, em tradução livre), de Sara Gay Forden.

Gaga, que nunca escondeu seu desejo de seguir carreira como atriz, principalmente depois do elogiado papel em Nasce uma Estrela, interpretará a socialite italiana Patrizia Reggiani, ex-mulher do herdeiro da grife e que mandou matá-lo em 27 de março de 1995. Presidente da marca entre 1983 e 1993, Maurizio foi executado enquanto chegava ao seu escritório na via Palestro, em Milão, por um homem que disparou três tiros pelas suas costas e um na têmpora. A tragédia ocorreu quando ele e Reggiani já estavam divorciados, após 15 anos de relacionamento, e ganhou as manchetes de jornais do mundo inteiro.

A audácia do crime, ocorrido em um dos endereços mais chiques da capital da moda, fez a polícia italiana abrir uma investigação não apenas contra os membros da família Gucci, mas sobre as conexões de Maurizio no mundo dos negócios. Na ocasião, os investigadores descobriram que a ex-mulher do executivo tinha suas diferenças com ele, mas não havia nenhuma evidência de seu envolvimento no homicídio. Com isso, a suspeita chegou a cair sobre a máfia e outros familiares, já que Maurizio articulara para tirar parentes da jogada e assumira o controle completo da empresa no início da década de 1990.

O executivo foi o último Gucci a ter ações da grife, comprada em 1993 pelo grupo árabe Investcorp. O caso ficou sem solução por cerca de dois anos. Após chorar e consolar suas duas filhas – Alessandra e Alexia – diante do túmulo de Maurizio, Reggiani foi apelidada pela imprensa italiana de “viúva negra”. A mulher, que sempre se disse inocente, só foi considerada culpada e presa em 1997. Ela acabou condenada a 26 anos de prisão como mandante do assassinato, junto com outras quatro pessoas, incluindo o atirador Benedetto Ceraulo, sentenciado à prisão perpétua.

Segundo a acusação, a mandante teria pagado US$ 300 mil pelo assassinato. Ela tinha a guarda das duas filhas do casal, porém discordava da pensão recebida de Maurizio e temia que o ex-marido destruísse o patrimônio que um dia pertenceria às herdeiras. O executivo tinha acabado de receber US$ 120 milhões após ser afastado da direção da Gucci, o que também teria despertado a ganância da ex-cônjuge.